Portugal tem alternativa com o PCP

Ingerência da troika pode ser travada

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A troika FMI/BCE/UE entrou no nosso País com a arrogância dos opressores que vão recolher o espólio após a capitulação.

Recebida por quem lhe franqueou a porta com vassalagem, reuniu com instituições, recebeu os partidos que desde há 35 anos tudo fazem para liquidar as conquistas do 25 de Abril, vasculhou as contas públicas, fez um simulacro de «negociações» e, por fim, ditou a receita que já trazia na bagagem.

Quem a chamou apresenta-a como representante de entidades sérias e credíveis, disponíveis para fazer o «bem», gente que vem em nosso «socorro», «ajudar» o País, empenhada em resolver os nossos problemas, corrigir os nossos defeitos congénitos.

A verdade é bem diferente. Portugal está a saque, os trabalhadores enfrentam a maior ofensiva de sempre contra direitos elementares, a soberania está hipotecada e o futuro comprometido.

É preciso travar a batalha do esclarecimento contra a campanha de desinformação e mostrar que há alternativa. Com o PCP, contra a ingerência, contra a submissão, contra o roubo.

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Os agentes da ingerência e do saque

Afinal quem são as organizações que integram a famigerada troika que desde há semanas faz parte do nosso quotidiano, ocupando noticiários das rádios e televisões e enchendo páginas de jornais?

Que interesses servem? As medidas que pretendem impor abrem perspectivas de desenvolvimento ou constituem-se, ao invés, como factores de estagnação e retrocesso?

Percebamos melhor quem são, o que fazem e ao que vêm.

 

Instrumentos de apropriação e domínio

São vários os instrumentos e mecanismos através dos quais, em nome da alegada «ajuda» para superar dificuldades financeiras, são impostos aos povos planos e programas que na prática constituem autênticas operações de saque organizado da riqueza e dos recursos, de agressão aos direitos dos trabalhadores e das populações, de violação da soberania e dos interesses nacionais. Percorramos nesta página os meandros de alguns desses processos de espoliação.

Quais são as medidas que Sócrates escondeu aos portugueses?

O programa da dita «ajuda» externa, da troika FMI/BCE/UE, apoiado pela troika PS/PSD/CDS-PP, representa a maior agressão aos direitos do povo e aos interesses do País desde os tempos do fascismo. A concretizar-se, agravará a recessão económica, o desemprego e a pobreza, a dependência externa de Portugal. Eis uma síntese de algumas das medidas previstas, às quais se seguirão outras, após as eleições de 5 de Junho, caso o povo português não trave os intentos dos partidos da política de direita:

A quem serve o «empréstimo»?

Dos 78 mil milhões de euros do «empréstimo» 12 mil milhões euros servirão para a criação de um fundo público para apoio dos aumentos de capital que a banca terá que fazer para cumprir os rácios de solvabilidade e de...

Os casos «exemplares» da Grécia e da Irlanda

A Grécia contraiu um empréstimo de 110 mil milhões de euros em Maio de 2010 e a Irlanda de 85 mil milhões de euros em Novembro do mesmo ano. Nos dois casos a banca foi a grande beneficiada. Na Irlanda arrecadou 35 mil milhões de euros e na Grécia – que em 2009 já...

Os responsáveis pela dívida são os banqueiros, os capitalistas e os partidos que os servem

Os trabalhadores e o povo não são os culpados pela situação ruinosa em que se encontra o País.

A situação em que o País se encontra tem na sua origem razões e responsáveis políticos. O endividamento externo é o resultado de décadas de política de direita conduzida por PS, PSD e CDS-PP ao serviço do grande capital, da reconstituição do capitalismo monopolista e dos seus interesses, e a consequência do processo de integração capitalista da União Europeia que os mesmos partidos tanto apoiam.

A desinformação e os seus fantasmas

Na falta de argumentos para justificar o injustificável, isto é, a total capitulação face aos interesses da troika FMI/BCE/UE – com a imolação dos trabalhadores e do povo e a hipoteca do futuro do País –, os serventuários da situação e do sistema lançam mão a toda a desinformação, agitam medos, exploram incompreensões. Os dois expedientes mais vulgarizados nestes dias respeitam à inevitabilidade do tratamento a que nos querem submeter e ao perigo de sem ele o País falir.

Apetece perguntar: quantas vezes já teria falido Portugal, ao longo da sua longa História, se um país fosse à falência?!

Sair da crise?... Só com o PCP e a CDU

Há um caminho alternativo para vencer a dívida, promover o desenvolvimento, defender a soberania do nosso País. Esse caminho exige uma atitude patriótica de defesa dos interesses nacionais e de afrontamento do capital financeiro nacional e estrangeiro. O caminho...