Aniversário de Agostinho Lopes celebrado por muitos
Mais de uma centena de pessoas juntou-se, no dia 18, para um almoço, na Sede Nacional do PCP, em Lisboa, que celebrou o 80.º aniversário de Agostinho Lopes, membro da Comissão Central de Controlo e militante comunista de assinalável entrega ao Partido, com muitos anos de militância em que levou a cabo, com afinco, as mais altas e diversas tarefas e responsabilidades.
«Obrigado. Obrigado por estes teus 80 anos, pelo que continuas a dar à luta do nosso povo e dos trabalhadores», afirmou, pela ocasião, Paulo Raimundo. «Obrigado pela tua luta pela democracia e pela liberdade, por teres dado 56 anos de vida, 50 como funcionário, ao Partido e à justa causa por que lutamos.
Referindo ainda a ligação de Agostinho Lopes ao Norte do País e à região do Douro, «uma das suas maiores paixões», o Secretário-Geral mencionou ainda, para além dos «muitos que com ele aprenderam e continuam a aprender», o reconhecimento que lhe é nutrido dentro e fora do Partido, sobretudo junto do sector agrícola e dos pequenos e médios empresários.
Por sua vez, Agostinho Lopes, agradeceu a presença de todos os que se quiseram associar a esta iniciativa, de todos aqueles que, «tendo já partido» com ele partilharam muito tempo e trabalho, aos camaradas das organizações por onde passou, como Trás-os-Montes, região que, nas palavras do próprio, está no seu «coração»; Porto, de onde é natural e militou durante muitos anos; Braga, de onde foi deputado na Assembleia da República durante alguns anos e a quem ligam laços muito diversos, de dentro e fora do Partido; e do Alentejo.
«O PCP é obra de homens e mulheres concretos e terá certamente imperfeições, cometeu e cometerá erros, mas continua a ser absolutamente decisivo nas batalhas de hoje e do nosso futuro», afirmou durante a sua intervenção. «Simultaneamente», continuou «tem em si todos os elementos para ser capaz de corrigir e emendar aquilo que estiver mal». «Sobretudo se continuar fiel àquela que é a questão absolutamente central, continuar mergulhado nas lutas do seu povo, dos seus trabalhadores, daqueles que o acompanharam ao longo de 100 anos», acrescentou.