Exemplo de Celeste Caeiro permanecerá vivo

Militante comunista, mulher trabalhadora e de convicções fortes, faleceu, no dia 15, a camarada Celeste Caeiro, para sempre conhecida como a «Celeste dos Cravos».

Celeste Martins Caeiro nasceu em Lisboa, a 2 de Maio de 1933. Oriunda de uma família humilde, viveu grande parte da sua vida na capital. No dia 25 de Abril de 1974, de manhã cedo, levantou-se para ir trabalhar num restaurante situado na Rua Braancamp. «Acabou a distribuir cravos pelos militares revoltosos, num gesto com um extraordinário simbolismo, que viria a projectar a Revolução de Abril em todo o mundo, desde então conhecida como a “Revolução dos Cravos”, que pôs fim ao regime fascista em Portugal», afirma, em nota, a Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP. Foi um primeiro prenúncio da aliança, determinante na revolução, entre o povo português e o Movimento das Forças Armadas.

«Os que com ela conviveram conhecerão igualmente bem a suas qualidades. A resistência que sempre evidenciou perante as adversidades, que não foram poucas, a sua tenacidade, perseverança, afabilidade e uma imensa generosidade», assinalou João Ferreira numa intervenção realizada durante o funeral. «Estas qualidades todas de que falei da Celeste são indissociáveis das opções que foi fazendo ao longo da vida, da sua militância comunista, do apego aos valores e aos ideais do 25 de Abril e da convicção que tinha de que era possível construir um mundo mais justo», afirmou por fim, depois de recordar a decisão unânime da Câmara Municipal de Lisboa, por proposta dos vereadores do PCP, de atribuição da medalha de honra da cidade, que «por circunstâncias diversas, não lhe chegou a ser entregue em vida».

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou na AR, dia 18, um voto de pesar pelo falecimento de Celeste Caeiro.

Entre os muitos que marcaram presença no funeral esteve também Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril.

 



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