Construir a alternativa política para uma vida melhor
Paulo Raimundo participou, no dia 17, num almoço regional que se realizou no Pavilhão da Junta de Freguesia de Sines, que se inseriu no âmbito da acção nacional Aumentar Salários e pensões, para uma vida melhor.
Mais do que a assinatura, com a acção nacional importa falar, dar a conhecer e esclarecer
«Hoje é domingo, e nestas duas horas, enquanto aqui almoçamos, os cinco principais bancos encaixaram 900 mil euros de lucros, e no final deste domingo são perto de 11 milhões de lucros.» Foi esta a imagem que o Secretário-Geral do PCP escolheu para ilustrar a situação em que o País se encontra e, em simultâneo, para começar a sua intervenção. «É assim hoje, foi assim ontem e por vontade deles será assim todos os dias», lamentou, explicando que «isto não é uma cruzada contra a banca nem contra os lucros, é uma denúncia da injustiça e da desigualdade que se expressa na vida de todos os dias».
«Não abdicamos de lutar pelos interesses do nosso País» que não pode continuar «amarrado a interesses de outros», sublinhou, acrescentando que os «meios e os recursos nacionais têm de «estar ao serviço do País e o País não são os grupos económicos e as multinacionais», mas sim os que «põem a economia e a vida a funcionar». «O País», insistiu, «são todos os que cá vivem e trabalham, são os que trabalharam uma vida inteira, são as milhares de crianças, são os que têm direito a uma vida melhor».
Outra política
É de um outro Orçamento e de uma outra política que precisam os «trabalhadores, o povo, a juventude, os reformados e todos aqueles que, para lá de toda a propaganda, o que sentem no dia-a-dia são as condições de vida a piorarem». «Era só o que faltava estarmos destinados a viver nesta situação, não aceitamos que o País seja transformado num resort turístico nem uma grande escola de formação de quadros, técnicos e profissionais para exportar», afirmou.
«Dêem as voltas que quiserem, inventem as desculpas que entenderem, sem melhores salários, sem direitos, sem respeito por quem trabalha, sem carreiras e valorização das profissões, o País e a vida de cada um não anda para a frente», assegurou, esclarecendo que é por isso que o PCP, «sem hesitação nenhuma», exige o aumento dos salários e das pensões.
É também por isso que o Partido, como explicou o Secretário-Geral, tem vindo a dinamizar a acção nacional Aumentar Salários e Pensões, para uma vida melhor, «profundamente ligada à vida das populações e que contribui para que elas participem activamente na exigência das reivindicações mais prementes para a melhoria das suas condições de vida».
Em Sines
Sobre a acção nacional, também Sandra Garcia, da Direcção da Organização do Litoral Alentejano do PCP, indicou que a organização local do Partido tem estado por toda a região para conversar, ouvir, agitar e mobilizar, com o abaixo-assinado como elemento central, e que «são já largas as centenas daqueles que o decidiram assinar».
A dirigente também destacou as diversas questões que afectam aquela região, como as lutas dos trabalhadores do complexo industrial de Sines, que enfrentam difíceis condições de trabalho, a importância de defender os trabalhadores migrantes em Odemira que, muitas vezes, vivem e trabalham em condições precárias, necessitando que se garanta, de forma urgente, os seus direitos e dignidade.
Sandra Garcia defendeu ainda os criadores de gado, que enfrentam diversos desafios relacionados com a doença da língua azul, e enfatizou a importância do um turismo sustentável que respeite o meio ambiente e beneficie as populações.