Israel intensifica ataques na Faixa de Gaza
Na Faixa de Gaza, as forças israelitas intensificaram nos últimos dias, com novos massacres, as operações militares no território. Já são mais de 40 mil mortos e de 92 mil feridos, desde Outubro do ano passado, as vítimas da guerra genocida contra o povo palestiniano.
Palestinianos acusam Telavive de, com apoio de Washington, impedir acordo de cessar-fogo e de troca de prisioneiros
LUSA
Dezenas de palestinianos foram mortos ou feridos em consequência de mais ataques israelitas na Faixa de Gaza, onde as tropas ocupantes intensificaram recentemente operações terrestres.
A agência Wafa noticiou novos crimes israelitas contra civis palestinianos, incluindo mulheres e crianças, na cidade de Deir al Balah, no centro do enclave. Outro ataque foi lançado contra o campo de refugiados de Nuseirat, na mesma zona. Na cidade nortenha de Gaza, um bombardeamento aéreo provocou mortos e feridos no bairro de Al-Sabra. Na mesma urbe, blindados israelitas abriram fogo contra o bairro de Al-Zaytoun. O campo de refugiados de Jabalia, a norte de Gaza, foi também alvo de um ataque aéreo.
Meios de imprensa israelitas reportaram, entretanto, intensos combates em várias zonas do centro do enclave, onde as tropas ocupantes atacaram, com apoio de veículos blindados. O exército israelita ordenou nos últimos dias a evacuação de milhares de palestinianos dessas áreas. A ONU estima que pelo menos 90 por cento dos mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza foram obrigados a abandonar os seus lares, desde o começo da agressão israelita, há mais de 10 meses.
EUA e Israel estão contra cessar-fogo
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) acusou novamente os Estados Unidos da América de apoiar os crimes israelitas na Faixa de Gaza e advertiu que essa política poderia desencadear um conflito regional.
Num comunicado, a partir de Ramalah, a organização afirmou que «Washington apoia a intransigência da ocupação [israelita] e a sua insistência em continuar o genocídio» no enclave costeiro.
As negociações realizadas durante dois dias em Doha, no Qatar, aliás, sem representantes da resistência palestiniana, apenas procuraram proteger os interesses dos dois países, considerou a FPLP. Sobre essa questão, criticou a intransigência da delegação israelita nas conversações para se alcançar um cessar-fogo em Gaza e uma troca de prisioneiros. O primeiro-ministro Netanyahu obstaculiza deliberadamente os esforços para se chegar a uma solução, denunciou.
As chamadas «brechas» para se chegar a um acordo não são mais do que as novas condições impostas por Netanyahu fora do quadro do acordado anteriormente, alertou.