PCP e FNAM intransigentes na defesa do SNS
O PCP esteve reunido, no dia 1, com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM). Do encontro, realizado na Sede Nacional do Partido, em Lisboa, surgiu uma «grande sintonia» em torno de elementos fundamentais como a defesa do carácter público do SNS e a valorização dos seus profissionais.
O PCP propõe um aumento salarial de 50 por cento para os médicos
«Podemos dizer que há uma grande sintonia de opiniões, não só sobre a realidade em que vivemos, mas também nas medidas que são necessárias implementar daqui para a frente», assegurou Paulo Raimundo no final do encontro, em declarações à comunicação social.
«Tivemos oportunidade de transmitir à FNAM esta nossa intransigência na defesa do SNS, naquilo que é o seu elo mais fundamental, os médicos e, naturalmente, todos os outros profissionais como os enfermeiros, técnicos e auxiliares», acrescentou o Secretário-Geral, para quem os médicos e as suas carreiras «têm de ser valorizadas e respeitados». «Têm que ser criadas condições de trabalho e encontradas soluções para que estes profissionais se possam fixar no SNS, para dar resposta às necessidades dos utentes, porque é para isso que os médicos lá estão», reforçou.
Antes de responder a questões colocadas pelos jornalistas, o dirigente mencionou ainda algumas das propostas, referentes aos profissionais do sector, que estão inseridas no Programa Eleitoral do PCP para as próximas eleições legislativas: uma majoração salarial de 50 por cento; o acréscimo de 25 por cento na contagem do tempo de serviço para efeitos de reforma e a criação de apoios à habitação para que médicos, em particular os jovens, possam trabalhar onde são necessários. Para o Secretário-Geral – que estava acompanhado por Jorge Pires, da Comissão Política do Comité Central, e Bernardino Soares, do Comité Central –, estas propostas são fundamentais para garantir o bom funcionamento do SNS.
Sintonia na valorização de profissionais
Antes de Paulo Raimundo, Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM, explicou que o encontro requerido ao PCP faz parte de uma ronda de reuniões que a federação está a realizar com diversos partidos para dar a conhecer o seu plano de acção, o seu caderno reivindicativo e tomar nota das diferentes propostas apresentadas para a saúde e os seus profissionais.
Depois de criticar o Governo pela falta de acolhimento das propostas da FNAM, a dirigente assinalou que, por outro lado, as propostas do PCP prevêem a valorização dos médicos e a defesa do SNS.