MURPI alerta para erros na actualização das pensões
O MURPI está a receber várias reclamações relativas à actualização das pensões no corrente mês de Julho. Os reformados referem que o valor pago é inferior ao aumento anunciado de 3,57 por cento para todas as pensões.
Confederação quer ser recebida por Ana Mendes Godinho
A este propósito, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI quer ser recebida pela ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, tendo-lhe enviado um ofício, no dia 20 de Julho, onde considera ser «inconcebível que não tenham sido testadas, convenientemente, as alterações a realizar nas pensões pagas em Julho, continuando a haver erros», que «dificultam a vida de quem já tem tão pouco».
«Não podemos deixar de manifestar a nossa perplexidade perante tais situações, que devem ser rapidamente detectadas pelos serviços, resolvidas e corrigidas no próximo mês de Agosto», salienta o MURPI, reclamando «uma informação escrita e clara sobre o que cada um de nós recebe por mês». «Mesmo os que acedem à Segurança Social Directa, e são poucos, não fica claro a que se refere o montante que aparece em “bruto”», refere a Confederação. No documento dirigido à ministra, assinado pela presidente da Confederação, Isabel Gomes, manifesta-se ainda «desagrado» por o pagamento a dia 8 «não se realizar por ser sábado a domingo, trazendo mais uma dificuldade no pagamento da renda da casa». Alerta-se também para as dificuldades por que passam as associações de reformados, pensionistas e idosos, que «merecem ser apoiadas e financiadas».
Defender e consolidar o Sistema Público de Segurança Social
O MURPI defende a consolidação do Sistema Público de Segurança Social, valorizando «os saldos positivos registados no regime previdencial», o que confirma que «é na valorização dos salários, do emprego de qualidade e no combate à evasão e dívida contributiva que se asseguram as receitas necessárias à valorização anual das pensões e reformas de quem trabalhou e descontou para a Segurança Social».
Ao mesmo tempo, a Confederação considera «fundamental» o reforço da capacidade dos serviços, designadamente do Centro Nacional de Pensões, «assegurando o número de trabalhadores necessários e valorizando os seus salários e carreiras, como importante dimensão da prestação do serviço público».