Na primeira linha em defesa do SNS

As organizações do PCP têm promovido uma intensa intervenção em defesa do SNS e do direito constitucional à Saúde, denunciando problemas, avançando soluções e mobilizando a população para a luta reivindicativa.

É o caso do sucedido recentemente nos concelhos o Oeste, onde o Partido tem em curso uma campanha de recolha de assinaturas em formato postal, sob o lema «Uma injecção no Governo», que tem por objectivo esclarecer e exigir mais e melhores condições de acesso e assistência médica e medicamentosa nos concelhos. Acções foram já realizadas em Pêro Negro e Sapataria. Para Sábado, 29, está marcada uma outra para o Sobral de Monte Agraço.

Já em Casal de Cambra, Sintra, o PCP esteve, no início do mês, em contacto com os utentes que ali se deslocam periodicamente para tentar assegurar uma consulta. O Partido procedeu à recolha de assinaturas para um documento em que se exigem mais médicos de família e outros profissionais em falta naquele centro de saúde. Em Casal de Cambra, 60% dos utentes não tem médico de Família.

Também Odivelas carece de medidas urgentes nesta matéria. Foi o que se concluiu, dia 25 de Março, no encontro sobre os cuidados de saúde promovido pela Comissão Concelhia do PCP.

A iniciativa contou com a participação de cerca de 70 pessoas, tendo-se registado diversas intervenções onde foram dados testemunhos sobre a situação, que, em traços largos, se resume no facto de «o número de utentes sem médico de família atingir 45 017, quando há 2 anos eram cerca de 12 500», estando identificado e assumido que em Odivelas faltam, «pelo menos, 26 médicos para dar resposta aos milhares de utentes».

«Também a situação do Hospital de Loures, que num ano perdeu 61 médicos, 51 enfermeiros e 40 técnicos de diagnóstico, exige medidas concretas que garantam o recrutamento dos profissionais em falta, a valorização das carreiras e dos salários. Ao contrário do que se ouve por parte dos responsáveis autárquicos do PS em Loures e Odivelas, fazendo a apologia do regresso à Parceria Público-Privado, afirmamos que o problema daquele Hospital é a falta de profissionais que o governo teima em não contratar», informou, ainda, a Comissão Concelhia de Odivelas do PCP.

 

 



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