Precariedade denunciada no Porto
Trabalhadores que são despedidos no final do ano lectivo e contratados no início do seguinte, ou nas pausas do Natal e Páscoa; com horários entre uma hora e meia a três por jornada, obrigando-os a laborar períodos sem remuneração; cujas carreiras não são respeitadas – esta é a realidade em muitas cantinas escolares dos concelhos do Porto, Gaia, Matosinhos, Gondomar, Santo Tirso e Póvoa de Varzim, constataram o deputado Manuel Loff e a vereadora na CM do Porto Ilda Figueiredo.
O eleito na Assembleia da República e a eleita municipal reuniram, a semana passada, com trabalhadores das cantinas e membros do Sindicato da Hotelaria do Norte, tendo estes últimos relatado situações semelhantes na maioria das instituições da região.
Comuns são, igualmente, «problemas decorrentes do incumprimento dos contratos de concessão, por falta de fiscalização das câmaras municipais, mas também uma crescente degradação dos equipamentos, situação que se agravou com o processo de transferência de encargos a que o Governo chama descentralização», detalha-se em nota de imprensa divulgada pela Direcção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP.
No texto, a DORP informa, ainda, que «face à gravidade e generalização dos problemas identificados, os eleitos comunistas intervirão junto das câmaras municipais e do Governo, reclamando uma resposta efectiva, desde logo a «estabilidade dos trabalhadores, que devem integrar os quadros com horários adequados às funções e condições para o seu desempenho».
Antes de reunir com trabalhadores das cantinas, Manuel Loff encontrou-se com assistentes de sala do Teatro Nacional São João, que deram conta da precariedade que grassa no sector e que o estatuto dos profissionais da área da cultura mantém e normaliza, obrigando-os a assinar até dez contratos de muito curta duração no mesmo mês com a mesma entidade empregadora.