Deputados do PCP no PE em Coimbra constatam urgência de mudar de política
João Pimenta Lopes e Sandra Pereira estiveram, entre 3 e 6 de Abril, no distrito de Coimbra, em mais um périplo pela realidade concreta que terminou com uma arruada no centro da cidade.
As jornadas privilegiaram o contacto com trabalhadores e populações
«As jornadas privilegiaram o contacto directo com trabalhadores e populações», bem como «a presença em espaços públicos, procurando dar visibilidade a problemas e lutas», informou a Direcção da Organização Regional de Coimbra (DORC) do PCP. Nesse sentido, os eleitos comunistas em Estrasburgo estiveram com «trabalhadores de empresas como a Dancake, a Aquinos, a CIMPOR, a Cofisa, a Acorfato, entre outras».
Antecipando estas iniciativas, as organizações do Partido no distrito distribuíram «tarjetas, comunicados e outros materiais de propaganda sobre os problemas gerais ou mais específicos de cada empresa», permitindo que Sandra Pereira e João Pimenta Lopes tenham, posteriormente, auscultado os trabalhadores e, à sua vez, valorizado «a luta organizada e os avanços logrados».
Os deputados do PCP no PE aproveitaram ainda as referidas acções para afirmarem «o caminho alternativo às políticas de baixos salários, de empobrecimento e precariedade», vincando «a necessidade de aumentos salariais, do controlo e fixação de preços», de contrariar «o aumento do custo de vida».
Serviços públicos
De acordo com a DORC, João Pimenta Lopes e Sandra Pereira também estiveram com trabalhadores e utentes dos Hospitais da Universidade de Coimbra e do Hospital Geral dos Covões», constatando, na ocasião, «os efeitos da fusão de vários serviços no Centro Hospital Universitário de Coimbra (CHUC)». Casos da degradação do serviço prestado, da redução de valências, da externalização de serviços.
Um «processo de fusão que se quer alargar ao Hospital de Cantanhede e ao Centro de Medicina de Reabilitação Rovisco Pais, na Tocha, em prejuízo das populações e indissociável da proliferação de unidades de saúde privadas, para onde se empurram os doentes», denunciou-se nas jornadas, incluindo numa «tribuna pública realizada em Coimbra», na qual «Sandra Pereira sublinhou, igualmente, «a necessidade de maior investimento no SNS e na valorização dos seus profissionais».
Ainda no âmbito da defesa dos serviços públicos, houve tempo para abordar a questão dos transportes. Designadamente «a ferrovia, onde, em prejuízo das populações, foram encerrados o ramal Figueira-Pampilhosa, que ligava à linha da Beira Alta, a ligação à linha do Oeste, o ramal da Lousã e, agora, mais recente, a Estação Nova, em Coimbra, pondo fim à ligação de comboio ao centro da cidade», detalha a DORC em nota de imprensa, antes de revelar que, «no contacto com utentes e populações, os deputados valorizaram as propostas do PCP para repor e requalificar as ligações ferroviárias no distrito».
Produzir mais
combater injustiças
«A valorização da produção nacional teve expressão nos contactos com a pesca da pequena escala, na Figueira da Foz, os compartes dos baldios, em Serpins, ou perante dezenas de orizicultores», junto dos quais, João Pimenta Lopes, constatando a inundação da produção de arroz com água salgada», provocando «perdas de produção, relembrou que desde há muito o PCP propõe a conclusão da obra hidroagrícola do Baixo Mondego». O Partido apresentou mesmo, na Assembleia da República, «uma recomendação ao Governo para a imediata reparação das comportas do rio Pranto, com compensações aos produtores pelos prejuízos havidos».
«As jornadas culminaram numa “arruada contra as injustiças”, na Baixa de Coimbra, onde dezenas de militantes e amigos do PCP trouxeram para a rua a palavra de ordem “faz das injustiças força para lutar” e sublinharam a urgência de “mudar de política”», relata, a concluir, a DORC na referida nota de imprensa.