«Tirar o quase» assumir a militância

Ana tem 54 anos e uma longa carreira laboral ligada ao ensino especial. Durante anos, trabalhou com crianças com necessidades especiais e, por isso, considera que pode ser útil ao Partido contribuindo para a intervenção e conhecimento na área social, no domínio das instituições de apoio à deficiência. Ainda não tem tarefas atribuídas. A sua entrada para o PCP não conta 60 dias. Mas essa possibilidade ficou em aberto na primeira conversa com o camarada que a abordou e inscreveu no grande colectivo comunista, no distrito de Viseu, no caso.

Ana tem hoje um estabelecimento comercial, mas a mudança da actividade profissional não teve influência na decisão de assumir a militância. Isto porque os contactos com o PCP foram sempre regulares. Por via familiar, uma vez que o seu avô foi um membro do Partido com décadas de dedicação à causa da emancipação social do proletariado. Foi sempre através dele que se manteve na esfera da luta de classes, do lado dos oprimidos e explorados, já se sabe.

Foi através do seu avô que conheceu e viveu a Festa do Avante! e muitas das acções reivindicativas e de protesto nas quais os comunistas assumem a dianteira, isto depois de tudo fazerem para as promover, num trabalho de construção permanente da organização e da unidade dos trabalhadores e do povo.

Qual então a razão para Ana ter assumido agora a militância? «Estive quase sempre com o PCP. Decidi finalmente tirar o quase, por um lado. Por outro, como sempre me identifiquei [com os valores e projecto comunistas] e vejo que, neste momento, é cada vez mais preciso contribuir para a força do Partido, este era o passo certo a dar», testemunhou em conversa com o Avante!.

Ana assume que já votou noutro sentido que não no PCP e nos seus aliados eleitorais. E a desilusão com o resultado foi ainda uma acrescida razão para se tornar membro do Partido. «Para não voltar a fazer asneiras na hora de votar», resume.

Andreia, 23 anos, portimonense, formada em design de comunicação mas a trabalhar na loja de uma cadeia de grande distribuição, faz este mês um ano que aderiu ao PCP. Nunca antes tinha tido qualquer contacto com o Partido – na escola, na família, com amigos. Contacto directo, entenda-se, pois supõe que entre os membros do sindicato a que pertence e no qual vai tendo alguma actividade, existam comunistas, disse.

A sua adesão ao Partido decorreu da conversa com um amigo que é militante. Isto depois de Andreia ter partilhado publicações das redes sociais do PCP. Tal motivou uma conversa, através dele conheceu outros camaradas, e através destes o mais belo lugar da fraternidade e da luta.

Pretende ir pela primeira vez à Festa do Avante!. Está integrada na Comissão Concelhia de Portimão do PCP e, recentemente, passou a pertencer à Direcção da Organização Regional do Algarve. Vê-se a contribuir para o PCP na área da propaganda e na divulgação das propostas e objectivos políticos através das redes sociais, aproveitando os seus saberes e competências. E assim deve ser, pois no Partido há espaço, tempo e modo para que todos possam dar o melhor de si, passem do quase para o estou – de corpo, alma e tudo o mais que preciso for.

 



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