BCE agrava problema da habitação

A decisão do Banco Central Europeu, anunciada no dia 2, de subir em mais 50 pontos base (0,5%) a taxa de juro, para 3%, é «mais um sinal de desprezo pelas necessidades das populações e dos trabalhadores, especialmente dos países periféricos e de submissão ao grande capital financeiro», afirma o PCP numa nota emitida nesse mesmo dia pelo seu Gabinete de Imprensa. Este é, lembra, o «quinto aumento sucessivo das taxas de juro determinado pelo BCE e vem colocar as taxas de referência no valor mais elevado dos últimos 14 anos» e não estão excluídos novos aumentos ao longo do ano.

Acusando o BCE de assentar a sua abordagem à inflação exclusivamente no encarecimento do acesso ao crédito, o Partido considera igualmente grave o compromisso do Banco de Portugal e do Governo com esta estratégia, ao mesmo tempo que negam outros caminhos, como o aumento geral dos salários ou o controlo de preços de bens e serviços essenciais.

O PCP alerta para o impacto do aumento das taxas de juro, que «prejudica a dívida pública e o tecido empresarial nacional», que se torna «insuportável» quando existem mais de 1 milhão e 400 mil empréstimos à habitação: em poucos meses, acrescenta, centenas de milhares de famílias «viram as prestações aumentar, em alguns casos em 80%, ou seja, perderam umas centenas de euros no seu rendimento disponível». Esta realidade, denuncia ainda, é «inseparável dos lucros excepcionais que estão a ser

divulgados pela banca». Ao mesmo tempo que os mecanismos de renegociação de contratos que o Governo determinou se revelam completamente ineficazes.

O Partido exige, assim, medidas que impeçam o agravamento das prestações, fazendo reflectir nos lucros da banca o aumento das taxas de juro de referência, e sublinha a necessidade de romper com a hegemonia do euro e a «dependência financeira e monetária do País ante os centros de decisão da União Europeia».

 



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