«O Partido esteve sempre do lado certo da história»

«O PCP é esse Partido concebido para defender sempre os trabalhadores, o povo, os seus justos interesses, direitos e aspirações, contribuindo para a sua organização, a sua unidade e o desenvolvimento e êxito das suas lutas», enfatizou Jerónimo de Sousa na sexta-feira, 5.

É com o PCP que se avança na defesa e conquista de direitos

A intervenção do Secretário-geral do Partido foi feita num jantar comemorativo do Centenário do PCP, promovido pela célula dos trabalhadores comunistas no município de Lisboa, que decorreu na Casa do Alentejo.

Perante uma plateia repleta de militantes e amigos do Partido, Jerónimo de Sousa começou justamente por lembrar que «comemorar, lembrando e celebrando este Partido heróico e a sua história, e estar na luta construindo os caminhos do futuro, é a coisa mais natural para um Partido que nasceu da luta da classe operária e dos trabalhadores portugueses para servir a causa da sua emancipação e do nosso povo».

O PCP, prosseguiu, «surgiu para ser uma organização diferente e afirmar um projecto político distinto e oposto ao das classes dominantes, para concretizar uma intervenção autónoma da classe operária como sujeito histórico de transformação social e construir uma sociedade nova, liberta da exploração do homem pelo homem».

«Assim foi nos últimos cem anos, no decorrer dos quais assumiu todos os combates contra a exploração, a opressão e as desigualdades, tomando em mãos, como nenhum outro, a frente de combate pela conquista dos seus direitos políticos, laborais, sociais e culturais», precisou o Secretário-geral do Partido, antes de sublinhar que «quem olhar para a evolução da sociedade portuguesa no último século, verificará que em Portugal não há avanço, conquista, progresso que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta do PCP.

Verdadeira

alternativa

Neste contexto, insistiu Jerónimo de Sousa, «celebramos um Partido que esteve sempre do lado certo da história». A prová-lo, nos tempos mais recentes, estão a «luta contra a marcha forçada dos PEC, pela mão do PS, e depois do Pacto de Agressão, firmado com a troika estrangeira e executado por PSD e CDS», bem como o papel decisivo do PCP no afastamento do PSD e do CDS do governo, na abertura de «um caminho de defesa, reposição e conquista de direitos» ou, perante a epidemia, na protecção de salários, alargamento das garantias sociais e defesa do SNS, chamou ainda à atenção o líder comunista, que realçando ser «com o PCP que se avança na defesa e conquista de direitos», considerou que «quanto mais força tiver o PCP, mais próximos os trabalhadores ficam de ver os seus salários aumentarem para valores que respondam às suas vidas».

«Quanto mais força tiver o PCP, mais estabilidade terão os trabalhadores no seu emprego e na sua habitação, melhores condições terão os jovens casais para, em liberdade, decidir ter filhos; mais garantias terão todos os reformados de verem as suas pensões recuperar o poder de compra; mais defendido ficará o SNS do ataque dos grupos do negócio da doença, mais direito e acesso a consultas, exames, cirurgias terão todos os portugueses», acrescentou também Jerónimo de Sousa, aproveitando para acusar o PS de acenar «com o perigo da direita apenas para atingir a maioria absoluta».

Na verdade, alertou, «o risco real, e que a vida provou, é que uma eventual maioria do PS põe em risco a resposta e as soluções de que o País precisa», pois «quem escancara as portas à direita, quem lhe estende a passadeira vermelha, é quem não quer dar respostas aos problemas com que o povo está confrontado».

«O PCP não prescinde de encontrar soluções e convergências para que se possa avançar na resposta às necessidades da vida dos trabalhadores e do povo, mesmo quando esses avanços não são tão significativos quanto podiam ser. Mas também não prescinde de lutar pela política alternativa que concretiza todas essas respostas na medida em que elas são necessárias ao País», concluiu o Secretário-geral do Partido.

 

Vamos à luta

Da tribuna, Jerónimo de Sousa apelou à participação na jornada reivindicativa dos trabalhadores da Administração Local, dia 12, e na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN para dia 20 de Novembro. Antes, porém, intervindo em nome da célula dos trabalhadores comunistas do município de Lisboa, Leonor Gomes, já havia deixado razões bastantes para uma forte mobilização laboral: «melhores condições de vida e de trabalho, horários e locais de trabalho dignos, aumento do salário e revogação do SIADAP, segurança no trabalho, melhores e mais eficazes equipamentos de protecção individual e fardamento adequado, contra a deslocalização e desorganização de serviços, a sua privatização, concessão e externalização.

Motivos fortes para aderir à greve de amanhã são, igualmente, a indiferença com que os sucessivos executivos camarários têm tratado o universo dos trabalhadores da autarquia, assim como a indefinição quanto ao papel destes nas novas competências assumidas por Lisboa substituindo-se à Administração Central.




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