Fracassou na Bolívia mobilização da direita contra governo
O dirigente do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, destacou em La Paz o fracasso da greve convocada para segunda-feira, 11, pela direita na Bolívia.
«Saúdo o compromisso do povo boliviano: não quer ser cúmplice do golpe, defende a democracia; não é cúmplice do separatismo, defende a unidade do país; e não quer causar prejuízo à economia», escreveu o ex-presidente (2006-2019) na rede Twitter. Por isso, acentuou, «fracassou a greve da direita boliviana».
Sectores da oposição, entre eles o governador de Santa Cruz, Luis Camacho, o ex-candidato presidencial Carlos Mesa e o antigo presidente Jorge Fernando Quiroga, promoveram duas jornadas de mobilizações e uma greve geral contra o governo de Luis Arce.
Políticos, legisladores, académicos e sindicatos denunciaram as pretensões da acção de força – evitar que a justiça julgue os implicados no golpe de Estado de 2019 que provocou o afastamento de Evo Morales e conduziu ao poder o governo de facto, chefiado por Jeanine Áñez.
A ministra boliviana da Comunicação, Gabriela Alcón, afirmou que a população respondeu com trabalho ao apelo da direita e sublinhou que não existem razões para uma «crise artificial», quando o país se encontra em pleno processo de recuperação económica.
Para o Partido Comunista da Bolívia, estas acções da direita, com exigências regionais e sectoriais, «assumem o carácter de uma estratégia de tensão, visando o objectivo maior de restaurar o modelo liberal», de acordo com «os interesses globais do imperialismo norte-americano, seus aliados europeus e governos reaccionários no continente».