Recuperar Coruche e prosseguir bom trabalho no Couço
No Couço, primeira etapa da sua deslocação ao distrito de Santarém, faz amanhã oito dias, Jerónimo de Sousa salientou a diferença entre o trabalho da CDU nesta freguesia e a «apatia do PS no concelho de Coruche», mostrando-se convicto de que, apesar de exigentes, há condições para vencer as batalhas pela «mudança em Coruche» e pela «continuação do bom trabalho no Couço».
«São batalhas exigentes mas que estamos em condições de vencer, com determinação, esclarecendo e mobilizando para o voto em 26 de Setembro», afirmou o Secretário-geral do PCP.
Confiança que foi de resto partilhada por Ortelinda Graça, recandidata à presidência da Junta de Freguesia do Couço, a quem coube dirigir a sessão e que, após a saudação de boas-vindas, deu a conhecer as prioridades para o próximo mandato, como sejam a construção de um Centro de Dia ou a preservação da memória colectiva de resistência ao fascismo.
Propostas e soluções é também o que não falta no programa da CDU para o concelho de Coruche, a avaliar pela intervenção de Carlos Peseiro, primeiro candidato à Câmara, que afiançou que «tudo será feito», com a recuperação do município para a Coligação PCP-PEV, para «repor os serviços que foram extintos e para manter os que ainda existem». Isto a par de um conjunto vasto de projectos, desde «incentivos à atracção de empresas e promoção dos recursos e potencialidades existentes», até ao «apoio ao comércio, produtores e artesão locais».
Na terra de largas e heróicas tradições de luta e resistência ao fascismo que é o Couço, junto ao monumento erigido em honra do seu povo, na Praça da República, onde decorreu esta sessão pública sob o lema viver com dignidade pública, o Secretário-geral do PCP homenageou essa luta corajosa «pelo pão, pela liberdade e contra a repressão». E a este propósito, falando do falecimento de Jorge Sampaio, não deixou de valorizar o facto de ter sido este, enquanto Presidente da República, que em 2000 atribuiu a Ordem da Liberdade ao povo do Couço.
Perante uma plateia composta maioritariamente por reformados, que o saudaram vivamente, o líder comunista lembrou que foi pela acção do PCP que foi possível em 2021, uma vez mais, garantir um aumento de pensões, prosseguindo o caminho de reposição do poder de compra para mais de um 1 milhão e 900 mil reformados e pensionistas. Um avanço que significou aumentos de pensões, de 2017 a 2020, entre 24 e 40 euros.
E deixou a garantia de que o PCP continuará a bater-se pela concretização em 2022 de «aumentos de todas as pensões e reformas e por condições de vida dignas, com mais saúde, mais e melhores equipamentos e serviços de apoio a idosos».