Abrantes merece mais CDU
Chaleira Damas é o cabeça-de-lista da CDU à Câmara Municipal de Abrantes e na quinta-feira, 19, numa sessão pública no Tramagal, desafiou aqueles que têm sucessivamente dado a maioria ao PS na autarquia, a reflectirem se vale a pena depositar o seu voto numa gestão que estagnou o concelho e aprofundou o fosso entre a cidade e as freguesias e lugares.
O primeiro candidato da CDU também destacou a sua ligação à vila operária do Tramagal, mas a tónica mais forte da intervenção, feita perante algumas dezenas de camaradas e amigos, foi a crítica ao marasmo a que o PS votou Abrantes. Entre outros aspectos, salientou a perda de população, investimentos carentes de estratégia e rigor, uma rede viária degradada e uma auto-estrada que, sendo paga, não é alternativa nem fulcro de desenvolvimento.
Jerónimo de Sousa, por seu lado, focou uma parte da intervenção com que encerrou a sessão acusando o Governo de prosseguir uma política incapaz de proteger as florestas. Aproveitou o facto de se encontrar «numa região que revela toda a importância que a floresta tem no nosso País», e de, naquele momento, ainda decorrer o rescaldo do fogo em Castro Marim e já as chamas galgarem em Odemira e Monchique.
O Secretário-geral do PCP criticou, por isso, o desinvestimento na floresta autóctone e a proliferação do «mar de eucalipto», a «perseguição aos pequenos e médios produtores florestais» e o desordenamento que se mantém, as equipas de sapadores florestais que ainda faltam, como falta reconstruir o corpo de Guardas Florestais, intervir no preço da madeira, defender os baldios ou dar meios para que o ICNF cumpra a sua missão.
Tudo isto agravado «pela decisão do actual Governo de separar as florestas da agricultura, quando o que predomina no nosso País é a articulação entre a produção agrícola e florestal», salientou Jerónimo de Sousa.