China completa e põe em marcha sistema de navegação por satélite
BEIDOU-3 A China anunciou que completou e pôs em funcionamento o seu sistema de navegação global por satélite BeiDou-3. Trata-se uma alternativa aos sistemas similares GPS (dos Estados Unidos), Galileo (da União Europeia) e Glonass (da Rússia).
BDS-3 supera sistemas rivais em quantidade de satélites e avanço tecnológico
A China começou a oferecer serviços internacionais em grande escala com o seu sistema de navegação global por satélite BeiDou-3 (BDS-3). Em Pequim, no Grande Palácio do Povo, no dia 31 de Julho, o presidente Xi Jinping encabeçou a cerimónia do lançamento das operações, que começaram cerca de um mês depois de ter sido lançado para o espaço o último satélite que integra a rede.
Citado pela agência Xinhua, Xi afirmou na ocasião que o arranque do BDS-3 reflecte plenamente a vantagem política do sistema socialista da China na mobilização de recursos para grandes projectos. Nos últimos 26 anos, sublinhou, «todo o pessoal que participou no desenvolvimento e na construção do BDS superou dificuldades, atreveu-se a travar duras batalhas e trabalhou arduamente, cultivado um espírito na nova era que deve ser transmitido e levado por diante».
O Comité Central do Partido Comunista da China, o Conselho de Estado e a Comissão Militar Central enviaram uma mensagem conjunta de felicitações e saudação a todos os trabalhadores que participam no projecto BDS-3.
A mensagem indica que a finalização e entrada em funcionamento do BDS-3 é «um feito importante na trajectória da China para ascender ao topo da ciência e tecnologia e desenvolver a sua indústria espacial». E destaca que esta é «uma contribuição importante da China para a infra-estrutura de serviço público global e uma conquista estratégica importante do socialismo com características chinesas na nova era».
O BDS-3 integra 35 satélites de terceira geração e constitui uma alternativa face aos seus similares GPS, dos EUA, Galileo, da União Europeia, e Glonass, da Rússia.
Mais de duas décadas atrás, a China deu início à construção do seu sistema de posicionamento, integrado por três constelações de satélites separadas. O BeiDou-1 consta de três aparelhos e desde 2000 fornece serviços limitados à China e a alguns dos países seus vizinhos. O BeiDou-2 opera desde Dezembro de 2011 com 10 aparelhos e dá maior cobertura a países da região Ásia-Pacífico. Agora, o BDS-3 supera os seus três rivais internacionais em quantidade de satélites e avanço tecnológico, pois os sinais serão mais precisos, estáveis e amplos e 10 vezes mais potentes, asseguram os seus técnicos.
Trump quer proibir
TikTok nos EUA
Em mais uma acção da sua cruzada contra a China, o presidente Donald Trump anunciou que pretende proibir a rede social de vídeos curtos chinesa TikTok de operar nos EUA e disse que não apoia a possibilidade de uma empresa norte-americana comprar a referida plataforma.
Em declarações aos jornalistas, na sexta-feira, 31, Trump esclareceu que poderá proibir o funcionamento em território norte-americano da TiTok, propriedade da empresa chinesa ByteDance, usando os seus poderes económicos em situações de emergência ou através de uma ordem executiva.
Na mesma ocasião, indicou estar contra a possibilidade de compra da TikTok por uma companhia norte-americana. Anteriormente, a imprensa norte-americana tinha noticiado que a Microsoft estava em negociações com a ByteDance para adquirir a rede social chinesa.
A TikTok, versão internacional da plataforma chinesa Douyin, tem já cerca de 800 milhões de seguidores fora do país asiático e é a sétima rede social mais popular a nível mundial, segundo dados do portal Datareportal, citados pelo canal RT.
Desde há meses, serviços de inteligência, senadores e círculos da direita mais conservadora norte-americana acusam a ByteDance, operadora e proprietária do TikTok, de colaborar com o governo de Pequim, fornecendo-lhe dados recolhidos.