CGTP-IN decide para 2019 reivindicações e luta

MOBILIZAÇÃO É possível conseguir melhores condições de vida e trabalho, lutando pelas reivindicações da CGTP-IN para 2019, com destaque para o aumento dos salários, em pelo menos quatro por cento.

A luta reivindicativa vai intensificar-se, com convergência sectorial

As grandes linhas da política reivindicativa da Intersindical foram aprovadas dia 13, pelo Conselho Nacional da confederação. O documento, divulgado em conferência de imprensa ao final da tarde dessa quinta-feira, está estruturado em cinco capítulos, que se desenvolvem ao longo de 25 páginas: Valorizar os trabalhadores, avançar nos direitos para desenvolver o País e promover o progresso social; Aumento geral dos salários para uma mais justa repartição da riqueza; Valorização dos direitos dos trabalhadores e promoção da contratação colectiva; Emprego seguro e com direitos; Desenvolver a Segurança Social e as funções sociais do Estado, para uma sociedade com maior justiça social.

O Conselho Nacional aprovou ainda uma resolução, intitulada «Valorizar os trabalhadores, avançar na luta pelos direitos, para desenvolver o País e promover o progresso social», na qual a CGTP-IN analisa o contexto nacional e internacional. Reafirmando que Portugal «precisa de uma política alternativa», a Inter define os restantes quatro pontos da política reivindicativa como prioridades para o próximo ano.

Depois de recordar que «a luta tem dado resultados», apela-se «à intensificação da acção sindical integrada» (reforço da organização sindical de base a par do desenvolvimento da acção e da luta reivindicativa) e exorta-se «todas as estruturas do movimento sindical unitário e todos os dirigentes, delegados e activistas sindicais», com vista «à mobilização geral para o esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta por melhores condições de vida e de trabalho, possíveis de atingir se concretizadas as reivindicações da CGTP-IN».

Entre os objectivos reivindicativos para 2019, destacados na resolução em 14 pontos, constam:

O aumento geral dos salários em pelo menos 4%, com acréscimo não inferior a 40 euros por mês, e a fixação do salário mínimo nacional em 650 euros, a 1 de Janeiro;
A revogação das normas gravosas da legislação laboral (como a caducidade das convenções colectivas) e a reposição do princípio do tratamento mais favorável;
A rejeição das alterações gravosas que o Governo pretende introduzir na legislação do trabalho;
O fim da precariedade, aplicando a regra de que um posto de trabalho permanente terá de ser ocupado por trabalhador com vínculo de trabalho efectivo;
O combate à desregulação dos horários de trabalho, a sua redução e as 35 horas semanais para todos os trabalhadores;
A efectivação dos direitos individuais e colectivos;
O aumento das pensões de reforma e a alteração das regras de acesso à idade legal da reforma, repondo os 65 anos, revogando o factor de sustentabilidade e fixando o acesso à pensão de velhice, sem penalização, com 40 anos de descontos;
A contratação dos profissionais em falta nos serviços públicos;
A defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde;
Uma escola pública de qualidade e inclusiva;
Uma política fiscal justa, que reduza os impostos sobre os rendimentos do trabalho e taxe, de forma adequada, os rendimentos do capital.

No calendário da CGTP-IN, o Conselho Nacional inscreveu um encontro nacional a 1 de Outubro, em Lisboa, assinalando o 48.º aniversário da central.

Foi ainda decidido «intensificar a acção e a luta reivindicativa nos locais de trabalho, empresas e serviços e a convergência sectorial», o que será conjugado com a realização de «uma jornada nacional de luta, a anunciar oportunamente».

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Greve e protesto na APED contra salários baixos

REIVINDICAÇÃO A jornada de dia 12, na grande distribuição, deixou claro que os trabalhadores estão determinados a prosseguir a luta por melhores salários e contra discriminações e injustiças.

Por aumentos sem mistificações

«São indispensáveis os aumentos salariais de quatro por cento na Administração Pública em 2019, não aceitamos mistificações do Governo», protestou a Frente Comum de Sindicatos, respondendo a um comunicado do Governo em que era referida a perspectiva de um aumento salarial de 3,1 por cento.O...

Tyco tem de pagar férias

Depois de ter sido condenada pelo Tribunal da Relação de Évora, a TE Connectivity (antiga Tyco Electronics) deveria assumir a ilegalidade que praticou nos últimos anos e garantir 22 dias úteis de férias anuais a todos os trabalhadores, independentemente do regime horário de laboração. A exigência foi feita pelo...

EVA sem caducidade

A administração da EVA (Grupo Barraqueiro) «vai continuar a tentar atingir os seus objectivos, com vista a aumentar a exploração dos trabalhadores, pelo que a luta em curso tem de ser redobrada», alertou a Fectrans/CGTP-IN, ao divulgar, no dia 8, que recebeu do Ministério do Trabalho a informação de que fora indeferido o...

Homologação na EMEF

«Valeu a pena lutar em todas as frentes pela passagem a efectivos de todos os trabalhadores com vínculos precários a ocuparem postos de trabalho permanentes, embora seja preciso ir mais além», comentou a Fectrans, no dia em que foi anunciada a homologação, pelo Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, dos 40...

Greve amanhã na Ibersol

Por aumentos salariais e melhores condições de laboração, os trabalhadores das empresas do Grupo Ibersol vão estar em greve amanhã, dia 21, e concentram-se frente à sede patronal, na Praça do Bom Sucesso, no Porto, a partir das 10 horas, informou o Sindicato da Hotelaria e Similares do Norte. Com uma subida anual dos...

Operária corticeira resiste

A Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira do PCP expressou solidariedade com a trabalhadora da Fernando Couto Cortiças que, com o apoio do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (CGTP-IN), resistiu às pressões para negociar a rescisão do contrato, contestou o despedimento ilegal de que foi vítima a 31 de Janeiro...