Operária corticeira resiste
A Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira do PCP expressou solidariedade com a trabalhadora da Fernando Couto Cortiças que, com o apoio do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte (CGTP-IN), resistiu às pressões para negociar a rescisão do contrato, contestou o despedimento ilegal de que foi vítima a 31 de Janeiro de 2017, viu a sua razão reconhecida pelo Tribunal da Relação do Porto e tem sido vítima de assédio moral desde a sua reintegração na empresa, em Maio de 2018.
Numa nota divulgada dia 14, o Partido divulgou a pergunta que na véspera as deputadas Rita Rato e Diana Ferreira dirigiram ao Ministério do Trabalho, acerca desta «situação inaceitável e chocante de represália e vingança». Da detalhada informação divulgada pelo sindicato, em nota à imprensa, no dia 12, as deputadas comunistas destacam que «a trabalhadora foi “condenada” a um trabalho completamente improdutivo, de carga e descarga de uma palete com os mesmos sacos, com mais de 15-20 quilos, ao sol, num ambiente com temperaturas às vezes superiores a 40-45 graus centígrados, com constantes hemorragias nasais» e «tem sido alvo de constantes provocações verbais e de comportamentos discricionários que atentam contra a sua dignidade».