Agente único é sinónimo de menos segurança

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O PCP está a distribuir em todo o País, sobretudo a trabalhadores e utentes do transporte ferroviário, um comunicado acerca das alterações verificadas no Regulamento de Segurança Ferroviária, que devem entrar em vigor no próximo sábado, 2 de Dezembro. Em causa está, particularmente, a possibilidade agora aberta de comboios poderem circular com uma tripulação reduzida a apenas um trabalhador, o chamado Agente Único. Esta regra poderá ser aplicada a comboios de passageiros ou mercadorias com centenas de metros.

Realçando que tal medida suscita um vasto conjunto de questões, o PCP pergunta que necessidade há de «aumentar o risco da operação ferroviária ao reduzir o número de trabalhadores num comboio até ao mínimo». Para o Partido, é certo que o risco aumenta com a introdução do Agente Único, tanto para os utentes e os trabalhadores, como para o próprio material circulante e infra-estrutura. Além disso, acrescenta, «que implicações terá tal medida para as pessoas com mobilidade reduzida, as quais, como é conhecido, já hoje se confrontam com enormes dificuldades para lhes ser garantido o direito à mobilidade»?

O PCP questiona ainda se o País precisa realmente de despedir «mais umas centenas de trabalhadores ferroviários» ou se, por outro lado, necessita de mais, para que haja mais trabalhadores nos comboios e nas estações que possam «contribuir para um «transporte ferroviário mais seguro, mais fiável, mais amigo dos utentes, mais atraente e mais utilizado».

Para o Partido, que se opõe frontalmente a esta medida, «Agente Único significa menos trabalhadores, menos segurança, mais risco e piores transportes».

 



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