Pesca da sardinha
«A Câmara Municipal de Sesimbra está a acompanhar com toda a atenção e preocupação as recentes notícias sobre possíveis restrições à pesca da sardinha em Portugal», garante a autarquia, que dá como exemplo disso o conjunto de reuniões que o presidente Francisco Jesus tem vindo e continuará a realizar com estruturas representativas de pescadores, armadores e construtores navais.
«No concelho a pesca do cerco envolve dez embarcações e duas centenas de profissionais, pelo que qualquer decisão que seja tomada no sentido de limitar esta actividade significa um impacte real em mais de 600 pessoas», adverte o município. Manifestando-se «favorável a uma pesca sustentável», a autarquia «defende, no entanto, que qualquer restrição deve ter por base estudos científicos rigorosos, credíveis e suportados por metodologias adequadas, uma articulação forte com as associações de pescadores e outras entidades ligadas ao sector», bem como «um olhar para as realidades económicas e sociais das comunidades afectadas, com os necessários apoios e contrapartidas».
A CM de Sesimbra insiste na necessidade de «encontrar um ponto de equilíbrio». Nesse sentido lembra que não pode ser ignorado o «aumento da biomassa na ordem dos 30 por cento registado nos últimos dois anos», e considera adequada a proposta dos profissionais para a fixação do esforço de pesca nas 23 mil toneladas, aliás «em linha com o objetivo defendido pelo Governo de recuperação [do stock] de um mínimo de cinco por cento ao ano».