Jerónimo de Sousa apela ao voto na CDU para construir um Portugal com futuro
LEIRIA A Sede da Ordem, na Marinha Grande, acolheu, dia 6, um jantar-comício da CDU, força política que, também no distrito de Leiria, se confirma com um percurso de trabalho e honestidade.
A CDU é a força do povo e dos valores de Abril
Naquele espaço, cedido pela Direcção da Sociedade de Beneficência e Recreio 1.º de Maio, estiveram muitas centenas de pessoas, que viram ser chamados para o palco Catarina Custódio, da Direcção Nacional da JCP, os membros do Secretariado da Direcção Regional de Leiria do PCP, Samuel Costa, do Conselho Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes», Ângelo Alves, da Comissão Política do Comité Central (CC) do PCP, e Manuela Pinto Ângelo, do Secretariado do CC do PCP.
Àqueles juntaram-se os primeiros candidatos da CDU às câmaras e assembleias municipais de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Peniche e Pombal. Por último, sob uma crescente e prolongada salva de palmas, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP (ver caixa).
Numa das intervenções proferidas, Vitor Fernandes, do Secretariado da Direcção Regional de Leiria do PCP, salientou que a «força» e o «projecto» da Coligação PCP-PEV tem «uma importância que vai para lá das questões locais». Exemplo disso é o distrito de Leiria que, como testemunhou o orador, «assiste a uma ligeira recuperação económica e a uma pequena diminuição do desemprego», fruto da «luta dos trabalhadores» e da «intervenção do PCP no quadro da solução política após as eleições de 4 de Outubro de 2015».
Vítor Fernandes anunciou a realização, de 18 a 28 de Maio, em todo o distrito de Leiria, de uma acção de afirmação e valorização da CDU, afirmando-a «como a força do povo e dos valores de Abril».
Mobilização
Depois de Samuel Costa e de António José Correia, actual presidente da Câmara de Peniche e candidato à Assembleia Municipal do mesmo concelho, falou Alexandra Denguncho, cabeça de lista da CDU à Câmara da Marinha Grande. A candidata à autarquia daquela terra de luta, de trabalho, de resistência, com uma enorme tradição revolucionária, apelou ao voto na CDU para fazer de 1 de Outubro o «dia da vitória do nosso concelho».
Na sua intervenção, qualificou como «um desastre» os últimos 20 anos, praticamente seguidos, de gestão autárquica do PS. «Estagnámos no tempo. Não temos um mercado, não temos uma piscina digna desse nome», criticou, acrescentando: «Temos um movimento associativo e desportivo de costas voltadas para a Câmara».
Após o apelo à participação de todos na jornada de luta que a CGTP-IN vai realizar no dia 3 de Junho, em Lisboa, e na Festa de Verão da CDU na Foz do Arelho, dia 9 de Julho, foi chamado a intervir Jerónimo de Sousa, que encerrou a sessão. O dirigente do PCP começou por lembrar que, até ao próximo 1 de Outubro, é muito o trabalho que temos pela frente para «levar a bom porto a nossa campanha eleitoral em todo este distrito e garantir o bom resultado a que aspiramos e que a CDU merece pelo trabalho e reconhecido património de obra e realizações, onde está em maioria, mas também pelo que foi capaz de assegurar, em minoria, com iniciativas e propostas para defender e dar voz aos interesses da população».
O Secretário-geral do PCP salientou ainda que o próximo «combate eleitoral» se realiza num «quadro diferente» daquele que se apresentava nas últimas eleições autárquicas de 2013, mas «nem por isso menos exigente face aos desafios que permanecem no horizonte da nossa luta em defesa dos interesses, dos trabalhadores, do povo e do País».
Como exemplo, deu conta do chumbo – na Assembleia da República, com PS, PSD e CDS a votarem juntos – da proposta do PCP que visava pôr fim às normas que impõem a caducidade da Contratação Colectiva de Trabalho e da reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador. «Anda mal o Governo minoritário do PS ao insistir em opções que ignoram o reforço dos direitos dos trabalhadores, a valorização da contratação colectiva, a revogação das normas gravosas da legislação laboral», apontou Jerónimo de Sousa, criticando igualmente o «conteúdo e os objectivos dos programas de Estabilidade e Nacional de Reformas», recentemente aprovados.
Limitações
O objectivo do Executivo PS de atingir um défice das contas públicas de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e de um por cento do PIB em 2018, visando atingir em 2021 um excedente de 1,3 por cento do PIB, mereceu também a condenação de Jerónimo de Sousa, uma vez que vai «muito para lá das actuais regras que impõem de forma arbitrária» um défice máximo de três por cento do PIB.
Estas metas, denunciou, limitam de forma significativa «as políticas de reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e do povo português, as opções do necessário investimento público e de dinamização do aparelho produtivo, da economia nacional, do crescimento económico e do emprego».