Sector eléctrico em plenários

Para «exigir respostas do patronato à carta reivindicativa, de âmbito sectorial, e aos cadernos reivindicativos, aprovados e entregues às administrações», os sindicatos da Fiequimetal/CGTP-IN iniciaram uma ronda de plenários de trabalhadores nas principais empresas fabricantes de material eléctrico e electrónico.
A federação adiantou, dia 3, que vai estar em análise igualmente a participação dos trabalhadores na «quinzena de acção e luta», a decorrer entre 23 de Fevereiro e 10 de Março, em torno de objectivos que unem os trabalhadores dos vários sectores de actividade abrangidos (
indústrias metalúrgicas, químicas, eléctricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas): conseguir o aumento dos salários; desbloquear a negociação colectiva; exigir o cumprimento dos direitos; exigir melhores condições de trabalho; reduzir o horário de trabalho para as 35 horas.
Nas empresas de fabricação de material eléctrico e electrónico, «impõe-se um aumento geral» dos salários. Após a actualização do salário mínimo nacional, e devido às baixas actualizações salariais verificadas neste sector nos últimos anos, «ficou mais reduzida a diferença entre o salário mínimo nacional e as remunerações nos níveis salariais imediatamente a seguir».
Além deste nivelamento por baixo, «o poder de compra dos trabalhadores diminuiu ou ficou estagnado, ou seja, a riqueza criada pouco reverte para os salários».
Contudo, «as multinacionais que dominam o sector acumulam cada vez mais lucros, como sucedeu em 2015 e 2016», anos em que «os lucros rondaram os 100 milhões de euros, contando a Visteon, a Solidal, a Preh, a Hanon, a Bosch Car Multimédia, a Siemens, a Legrand, a Tyco, a Kemet e a Delphi Automotive».
Mesmo assim, salienta-se no comunicado em distribuição no sector, «as multinacionais vão receber mais um grande pacote de benefícios fiscais e fundos comunitários do programa Portugal 2020, apesar de se tratar, em geral, de empresas que não respeitam os mais elementares direitos dos trabalhadores, não cumprem as normas de Segurança e Saúde e são responsáveis por provocar doenças profissionais».

 

EDP miserabilista

Nas negociações para revisão da tabela salarial, iniciadas a 25 de Janeiro, «os representantes da administração da EDP tiveram um discurso miserabilista, em tudo contrário ao quadro colorido que foi exibido publicamente, há pouco tempo, pelo seu presidente».
Esperando que a posição se alterasse até à próxima sessão de negociação, marcada para ontem, dia 8, a Comissão Negociadora Sindical liderada pela Fiequimetal acusou a EDP de «usar discursos diferentes, consoante o destinatário». Apontou ainda a contradição entre a declaração de «querer uma negociação rápida», e as propostas de uma actualização salarial de apenas 0,2 por cento e fazer a negociação ao ritmo de reuniões quinzenais.

 



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