Greves em Novembro
O Sindicato dos Enfermeiros da Madeira publicou, no dia 19, um pré-aviso de greve para 2 e 3 de Novembro, reivindicando a harmonização salarial dos profissionais contratados neste arquipélago.
«É inadmissível que, na sequência do acordo alcançado com o Ministério da Saúde no dia 29 de Setembro, a Secretaria Regional da Saúde e o Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM) teimem em manter a crónica situação de discriminação salarial entre enfermeiros», informa, em comunicado, o sindicato, que, no dia 9, esteve reunido com os responsáveis do SESARAM para debater a situação, acabando por recusar a proposta de só haver esta harmonização salarial na região a partir de Janeiro de 2016 para os enfermeiros com contrato individual de trabalho.
Recorde-se que de 1480 enfermeiros que estão ao serviço do SESARAM, 570 têm contrato individual de trabalho, auferindo menos 180 euros que os colegas da função pública.
Os enfermeiros pretendem ainda ver garantida a melhoria das condições de trabalho, assim como o cumprimento e o respeito das regras na elaboração dos horários e a reposição do valor das horas suplementares, a implementação de enfermeiro de família e o reposicionamento salarial dos profissionais tendo em conta o seu percurso e competências desenvolvidas.
Futuro incerto
Também os inspectores da ASAE vão estar em greve a 3 de Novembro, dia do aniversário desta autoridade administrativa nacional especializada no âmbito da segurança alimentar e da fiscalização económica. O protesto, que culminará com a realização de uma manifestação no Porto, junto à Biblioteca Municipal Almeida Garrett, foi aprovado em assembleia geral da Associação Sindical dos Funcionários da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASF-ASAE).
A acção de luta deve-se à situação sócio profissional dos trabalhadores da ASAE, com especial relevância para a ausência de um estatuto de carreira profissional.
Em comunicado, a Associação Sindical critica a forma «pouco clara e ambígua» como a direcção da ASAE se tem relacionado com os seus funcionários e com o «silêncio e o total alheamento da tutela» perante os alertas e reivindicações dos trabalhadores, que estão «preocupados com o continuado e negligente definhar» da ASAE, seja no que diz respeito à «gritante falta de recursos humanos seja de meios materiais».
No documento contesta-se ainda a «flagrante falta de estratégia» para encarar o futuro da ASAE, uma autoridade demasiado importante para o País por ser um garante da segurança alimentar dos portugueses.