Iniciativas na Parede, Amadora e Lisboa

CDU consolida reforço

As acções da jornada eleitoral de anteontem, na Parede, na Amadora e em Lisboa, sublinharam a possibilidade de crescimento do PCP-PEV no próximo dia 4 de Outubro. Até à ida às urnas, no entanto, há ainda muitos votos para ganhar, adverte Jerónimo de Sousa.

O voto deve ser útil para quem o recebe e para quem o dá

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Nos dois últimos dias de campanha, o Secretário-geral do PCP, acompanhado por outros candidatos e muitos activistas, desdobra-se em iniciativas nos distritos de Setúbal (hoje às 11 na Baixa da Banheira, às 13h00 em Almada, às 17h30 em Setúbal e às 20h00 em Sesimbra; e amanhã às 10h00 no Barreiro e às 22h00 no Seixal), e de Lisboa (amanhã às 17h30, no Chiado, e às 20h00 em Odivelas). Parte para as derradeiras arruadas, contactos com a população e comícios com reforçada confiança de que a CDU vai crescer porque todas as acções promovidas pelo PCP-PEV reflectem uma adesão massiva de activistas e apoiantes da Coligação Democrática Unitária, e recebem da população manifestações de incentivo e reconhecimento.

Exemplos disso mesmo foram as iniciativas realizadas terça-feira, 29, de manhã, na Parede, à tarde na Amadora (ver fotos-legenda), e à noite em Lisboa.

No jantar-comício ocorrido na Voz do Operário em que participaram mais de 600 pessoas, sobressaíram os apelos ao único voto capaz de traduzir a rejeição da política de direita. Útil, portanto, se confiado ao PCP-PEV, a força que combateu os partidos que roubaram direitos e salários, como lembrou na sua intervenção o candidato pelo distrito de Lisboa Nuno Almeida.

Útil, igualmente, porque votando na CDU, os portugueses esmagados por 39 anos de ofensiva aos seus interesses, e indignados com a regressão social e económica e a alienação da soberania de Portugal, têm nestas eleições a oportunidade de «romper com a alternância, com a resignação. E recomeçar a construir. Para encontrarmos soluções para o futuro, mas primeiro que tudo para o presente do nosso País», notou, por seu lado, a também candidata pelo círculo eleitoral de Lisboa Joana Manuel.

Num discurso tão empolgante quanto assertivo, a actriz desmontou a teoria da inevitabilidade da austeridade, imposta nos últimos quatro anos com expressões como «não há dinheiro». Joana Manuel arrolou, assim, os muitos casos em que abundou dinheiro para o capital, abrindo caminho, dessa forma, à conclusão certeira que Jerónimo de Sousa tiraria mais adiante.

«Acabe-se com essa marmelada de dar dinheiro aos grupos financeiros», «renegoceie-se a dívida e as PPP» e aplique-se «uma política fiscal em que paga menos quem menos tem, e paga mais quem mais tem», e não faltará dinheiro, defendeu no final da iniciativa o Secretário-geral do Partido.

Útil é votar PCP-PEV

O voto deve ser útil para quem o recebe e para quem o dá, tem insistido Jerónimo de Sousa por estes dias. No encerramento do jantar-comício na Voz do Operário, o dirigente comunista e cabeça-de-lista da CDU por Lisboa não repetiu a frase, mas não deixou, porém, de realçar a ideia-chave que lhe está subjacente

Fê-lo respondendo directamente ao presidente do PS, Carlos César, que afirmou que votar na CDU é votar na direita. Sem réplica não ficou, ainda, António Costa, que considerou que só o PS combate a direita, querendo com isso levar os incautos ao falso voto útil.

Jerónimo de Sousa lembrou, nesse sentido, a deserção do PS do combate ao executivo PSD/CDS e salientou que as acusações de César e Costa «ofendem muitos socialistas que estiveram ao nosso lado». «O PS começa a acreditar que o PSD/CDS pode ganhar as eleições porque não fez nada para os derrotar», porque «esteve vinculado ao pacto de agressão» e nunca sustentou «onde é que o Governo foi além da troika», acrescentou.

Concretizando a identificação entre PSD, PS e CDS em questões fundamentais, o Secretário-geral do PCP exemplificou, depois, com a concertação daqueles partidos em matéria [anti] laboral. «A precariedade e os baixos salários florescem à sombra desta ofensiva contra o mundo do trabalho que uniu PSD, PS e CDS em todos estes anos e que hoje pretendem prosseguir», sublinhou, antes de lembrar, a esse respeito, «as sucessivas revisões para pior do Código do Trabalho para assegurar a redução dos custos do trabalho e garantir um modelo assente em baixos salários e na redução de direitos».

Jerónimo de Sousa recordou igualmente que cada trabalhador forçado a aceitar um contrato precário ou a emigrar, cada ocupado em estágio, falsa bolsa ou recibo verde; cada desempregado ou sub-ocupado, cada trabalhador que começa «a sua jornada de trabalho sabendo que o salário não lhe permite sair da pobreza», é uma «vida em suspenso».

Percebe-se, assim, por que é que o Secretário-geral do PCP insiste que os portugueses têm, a 4 de Outubro, de escolher entre manter a mesma orientação contrária às suas aspirações levada a cabo pelos protagonistas do costume, ou optar pela ruptura e a mudança votando útil na CDU.

Um voto que é preciso garantir, nos dias que faltam, continuando a «agarrar a campanha com as duas mãos», conquistando «cada décima, cada deputado a mais» convencendo «gente que se aproxima de nós mas ainda hesita», apelou, por fim, Jerónimo de Sousa.




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