Comício enche à pinha
Ateneu de Vila Franca de Xira

Ouvir, esclarecer, mobilizar

A CDU cresce e avança, cresce em mobilização, em apoio, em confiança. O comício no Ateneu Artístico Vilafranquense, em Vila Franca de Xira, realizado dia 23, com a participação de Jerónimo de Sousa, disso mesmo deu testemunho com uma enchente como há muito por ali não se via.

Os candidatos CDU têm uma diferença: servirem o povo e não servirem-se a si próprios

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O facto não escapou ao Secretário-geral do PCP que logo a abrir a sua intervenção, sublinhou ser «preciso recuar décadas para encontrar um ponto de comparação» com aquele comício em que participaram mais de 500 pessoas, lotando por completo a capacidade da sala e obrigando muitos a ficar de pé.

Não foi porém apenas a elevada participação, com significativa presença juvenil, que fez desta uma grande acção de campanha eleitoral, e onde em grande destaque estiveram as questões relacionadas com os micro, pequenos e médios empresários. O que conferiu ainda maior relevância a esta jornada foi também o espírito de entusiasmo e combatividade nela vividos, com momentos de vibração colectiva, como foi o que marcou a entrada do líder comunista na sala sob a prolongada ovação de uma plateia que se levantou erguendo bandeiras, entre gritos «CDU» e o compasso afinado da palavra de ordem «CDU avança, com toda a confiança».

Nessa altura actuava já em palco o quinteto «5 Caminhos», formação com excelentes executantes que encantaram o público com um repertório de grande qualidade preenchido por canções incrivelmente actuais que nos falam «dos que partem e deixam a Galiza sem homens», poema celebrizado pela voz de Adriano Correia de Oliveira, ou desse outro poema – este de Zeca Afonso – que nos diz que «o que faz falta é avisar a malta, agitar a malta, libertar a malta».

Esclarecer e mobilizar

Ouvir e esclarecer é, aliás, o que têm feito sem descanso os activistas e simpatizantes da CDU, desenvolvendo uma campanha séria e convincente de que é possível e é real a política alternativa pela qual os comunistas e seus aliados batalham, como referiram José António Gomes e Anabela Carvalheira, mandatários da Coligação pelos concelhos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos, respectivamente. A ambos coube presidir ao comício, começando por chamar para a mesa os restantes mandatários (pelos concelhos de Alenquer e Azambuja), os candidatos da CDU pelo distrito de Lisboa, bem como dirigentes locais, regionais e nacionais do PCP e do PEV.

Depois da candidata Isabel Braga (Arruda) ter identificado algumas das consequências mais negativas da governação nestes quatro anos, como na saúde, que encareceu e em que é crescente a falta de médicos, foi a vez de Nuno Libório (Vila Franca de Xira) completar o quadro de destruição provocado pela política deste Governo, lembrando as dezenas de empresas que encerraram, os vínculos precários que proliferam, os serviços públicos que fecharam portas, ou o esbanjamento de recursos em PPP como acontece com o Hospital distrital de V.F. de Xira.

O jovem comunista Duarte Alves, por seu lado, abordou as dificuldades e a forma como os jovens têm sentido também os efeitos desastrosos desta política – dos cortes na Educação às turmas sobrelotadas passando pela emigração forçada –, chamando a atenção para o facto de as forças que integram a CDU terem estado sempre ao lado da luta dos estudantes em defesa dos seus direitos, como na Secundário Alves Redol. Já Dulce Arrojado, do PEV, que antecedeu o Secretário-geral do PCP – o último a discursar neste comício que acabou com toda a gente de pé a cantar o «Venceremos» –, fez um retrato do que foram estes quatro anos de «mentiras» do Governo PSD/CDS e sua acção destruidora de que resultou «retrocesso e empobrecimento», acusando o PS de não ter estado no combate a esta política e, no fundo, «não se diferenciar» do que nela é estrutural.

Dar à perna

Valorizando muito o «clima de simpatia», a «emotividade» e «confiança» que envolve a campanha da CDU, de que o comício era de resto um bom exemplo, Jerónimo de Sousa iniciou a sua intervenção anotando contudo que tal atributo só ganhará «expressão verdadeira se cada um pensar que há ainda muito voto a ganhar».

«Os bons ambientes não ganham eleições, a simpatia é importante mas não se traduz imediatamente em votos e por isso esta não é tarefa acabada», advertiu, sustentando que «há que dar muito ao dedo e à perna», «há que fazer tudo para reforçar a CDU».

Desenvolvida a argumentação sobre o que está em jogo no próximo dia 4 de Outubro, e depois de traçado um balanço destes quatro anos, o líder comunista deteve-se nas estatísticas divulgadas nesse dia pelo INE relativas ao valor do défice e da dívida, que indicam que aquele ficará igual ao de 2011 e esta está a aumentar exponencialmente ao ritmo de oito milhões de euros por dia.

Depois de lembrar que foi em nome da dívida e do défice que se cortaram salários e reformas, reduziram direitos, e arruinaram pequenos e médios empresários e agricultores, questionando-se sobre para onde foi o dinheiro, concluiu que «foi direitinho para o grande capital», que «arrecadou nestes anos 20 mil milhões».

Alvo da crítica de Jerónimo de Sousa foi também o PS pelas suas posições em relação à renegociação da dívida – «varre a questão para debaixo do tapete», observou –, como em relação ao Tratado Orçamental, aos direitos dos trabalhadores e à Segurança Social. E sem deixar de reconhecer que o PS até tem propostas diferentes da maioria PSD/CDS na «forma, no ritmo e no grau», perguntou contudo se «é isto que Portugal precisa», concluindo uma vez mais que não. «O que o País precisa é de romper com este caminho de desastre, criar mais riqueza, reforçar o aparelho produtivo, renegociar a dívida, repor o que foi roubado, devolver direitos», asseverou, antes de elencar algumas das medidas propostas pela CDU, nomeadamente em matéria de PME, como seja as que dão corpo a uma outra política fiscal, de que é exemplo o fim do Pagamento Especial por Conta ou a reposição do IVA da Restauração nos 13%.

 



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