Comício em Santa Maria da Feira
aumenta confiança

CDU pode eleger por Aveiro

O comício da CDU que, na segunda-feira, fez transbordar o auditório da biblioteca municipal de Santa Maria da Feira, aumentou a confiança na possibilidade de um reforço eleitoral considerável.

Em Aveiro, a CDU constrói dia a dia o seu resultado

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O auditório foi demasiado pequeno para receber as centenas de activistas da coligação PCP-PEV que fizeram questão de participar no comício do passado dia 28, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa: tivesse a sala mais 50 por cento de lugares sentados e estes não teriam sido demais para acolher toda a gente. 
Mas não foi apenas a quantidade a deixar clara a confiança que reina entre os candidatos e activistas da CDU na possibilidade real de um efectivo reforço eleitoral e mesmo na eleição do deputado há muito ansiado. Também a forma entusiasmada e entusiasmante como os participantes no comício receberam os candidatos e dirigentes das forças que compõem a coligação PCP-PEV, seguiram os discursos e acompanharam as canções da «Gente de Alma Portuguesa» testemunhou essa mesma confiança.
De confiança falou também o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Aveiro, Miguel Viegas, sublinhando a participação de cada vez mais activistas nas muitas acções de campanha realizadas nos diferentes concelhos. O actual deputado ao Parlamento Europeu valorizou igualmente as centenas de pessoas que lhe manifestaram a sua simpatia pela postura e propostas da CDU e admitiram dar-lhe o seu voto no próximo domingo. Destes, revelou, muitos têm votado no PS, no PSD e no CDS.
Esta transferência de votos para a CDU, garantiu o candidato, resulta de uma intervenção coerente e constante em defesa dos direitos dos trabalhadores e das populações. A título de exemplo, Miguel Viegas lembrou algumas propostas apresentadas pelos deputados do PCP e do PEV e o sentido de voto dos partidos da política de direita: PS, PSD e CDS votaram contra a adopção de um Plano de Emergência Social para o distrito; já a manutenção dos serviços do hospital de Águeda, a eliminação das portagens nas ex-SCUT e o impedimento da transferência do hospital de Anadia para a União das Misericórdias e da desactivação da linha do Vouga foi chumbada pelos partidos do Governo, com a abstenção do PS...

Coincidências e alternativa

Foi precisamente nas coincidências existentes entre a prática política de PS, por um lado, e PSD e CDS, por outro, que Jerónimo de Sousa colocou a tónica da sua intervenção. Para o Secretário-geral do PCP, por mais que esses três partidos procurem hoje sacudir responsabilidades, o que é um facto é que PS, PSD e CDS assinaram o pacto de agressão com a troika estrangeira, garantindo, todos, tratar-se de uma «ajuda» a Portugal e ao seu povo. Mas a julgar pelo que hoje afirmam, parece que esse pacto é «filho de pai incógnito», ironizou o dirigente comunista.
Mas as convergências não se ficam por aqui: sobre o défice e a dívida, e a sua necessária renegociação, enquanto o PS «não quer discutir e assobia para o lado», o Governo garante que ela é sustentável e nem quer ouvir falar em renegociar; quanto ao Tratado Orçamental, os três subscreveram-no; no que respeita à Segurança Social, uns defendem o plafonamento «horizontal» e outros o «vertical», concordando na privatização de partes rentáveis do sistema público. Já no que diz respeito às reformas e pensões, PS e «Portugal à Frente» defendem, por caminhos diversos, o mesmo objectivo: o congelamento do seu valor.
Explicando o que está em jogo nas eleições do próximo domingo (a opção entre continuar o actual rumo, votando no PSD-CDS ou no PS, ou dar mais força à ruptura e à mudança, reforçando a CDU), Jerónimo de Sousa realçou que o País está hoje pior. A dívida cresce oito milhões de euros por dia e o seu serviço ultrapassa já os oito mil milhões de euros anuais; já o défice está exactamente ao mesmo nível de há quatro anos, depois de tantos sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo.
Interveio ainda no comício o dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes» Antero Resende, que partiu da canção de Sérgio Godinho, «Liberdade», para criticar a política dos sucessivos governos PS, PSD e CDS, responsável pelo aumento da pobreza, do desemprego, da emigração e do abandono escolar. É preciso «mudar as linhas mestras» da política nacional, garantiu o membro do PEV, apelando ao voto na CDU e no seu projecto protagonizado por «gente séria e de mãos limpas».

Voto merecido

Mesmo sem qualquer deputado eleito pelo distrito de Aveiro, a CDU tem um trabalho ímpar em defesa das suas gentes e dos seus sectores produtivos, realçou Miguel Viegas no comício de segunda-feira em Santa Maria da Feira. O primeiro candidato pela coligação PCP-PEV lembrou a denúncia dos atropelos aos direitos dos trabalhadores em várias empresas do distrito – como a Renault Cacia, o Grupo Amorim, a Tovartex ou a Move-On – e a solidariedade prestada à luta das operárias corticeiras contra a discriminação salarial, a que finalmente foi possível pôr fim. 
A exigência de obras no Baixo Vouga Lagunar, da construção e requalificação de infra-estruturas rodoviárias, da protecção da orla costeira ou da realização urgente de obras em diversas escolas mobilizou igualmente os deputados do PCP e do PEV. Com deputados eleitos pela região, até onde não seria possível chegar?




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