Eurospuma admite negociar
No dia 15, depois de iniciarem uma greve convocada para três dias, por aumentos salariais e em defesa dos direitos reconhecidos no seu contrato colectivo, os representantes dos trabalhadores da Eurospuma foram recebidos pela administração, que se comprometeu a iniciar negociações e assumiu que não descontaria o dia de paralisação.
O SITE Centro-Norte informou que esse compromisso levou à suspensão da greve nos dias 16 e 17 na fábrica em Guetim (Espinho).
O sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN, no mesmo comunicado de imprensa, condenou o facto de a Polícia ter sido chamada à empresa «para permitir que se cometesse uma ilegalidade», procurando forçar o piquete a deixar entrar camiões de outras empresas «para fazer trabalho de trabalhadores que estavam em greve». Estes «mantiveram a sua firmeza no piquete de greve e acabaram por ser chamados para se iniciarem contactos para encontrar caminhos para solucionar o conflito», relatou o sindicato.
Na Eurospuma os salários não são actualizados há dez anos. O contraste entre esta situação e os lucros obtidos foi destacado num plenário, dia 14, com a participação do Secretário-geral da CGTP-IN, durante o qual foi reafirmada a decisão de entrar em greve no dia seguinte.
Bosch
Na Bosch Car Multimedia, em Braga, voltou a ter lugar uma greve parcial, no dia 17, abrangendo os vários turnos, para exigir resposta positiva ao caderno reivindicativo entregue em Fevereiro, exigindo um aumento salarial de um euro por dia e um salário mínimo base de 600 euros para os trabalhadores com contrato a termo ou temporário. No fim de Maio a multinacional processou um aumento que o SITE Norte considerou ridículo e que acentuou o descontentamento dos trabalhadores, que na sua maioria passaram a receber por mês mais treze cêntimos.
Por este motivo, tinham já entrado em greve a 17 de Junho, no final de um plenário, e a 3 de Julho, também após um plenário e com concentração no exterior do complexo industrial onde se situa a fábrica.
OTIS
Na delegação de Setúbal da OTIS Elevadores está convocada greve para amanhã, dia 24, para reclamar aumentos salariais de 60 euros para todos os trabalhadores, a par de outras matérias contidas no caderno reivindicativo. O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, que anunciou a luta e uma concentração, às 8h30, seguida de deslocação à ACT, acusa a multinacional norte-americana de praticar «uma política salarial de desigualdade». «Trabalhadores da mesma categoria profissional recebem salários completamente díspares e vários trabalhadores não receberam qualquer actualização em 2015», afirmou o SIESI, da Fiequimetal/CGTP-IN, numa nota de imprensa em que lembrou os mais de 15 milhões de euros de lucros, obtidos pela OTIS em Portugal no último exercício, muito à custa da redução do valor das horas extra e da retirada de direitos.