Pelas 35 horas sem «banco»

Em Salvaterra de Magos, a assinatura de «um acordo, cozinhado entre o presidente da Câmara, o Sintap/UGT e o secretário de Estado da Administração Pública, que prevê a aplicação do “banco” de horas e a adaptabilidade», no dia 15, foi acompanhada com o protesto de meia centena de dirigentes e activistas do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, que durante a manhã se concentraram frente aos Paços do Concelho.

O Sintap representa apenas dois trabalhadores, entre o pessoal do município, revelou a União dos Sindicatos de Santarém.

No final da cerimónia, «os manifestantes confrontaram o governante», que saiu da Câmara acompanhado por elementos da Unidade de Intervenção da GNR, «deixando claro que os trabalhadores não aceitam o conteúdo negativo do acordo, bem como a ilegitimidade da sua participação neste processo», relatou o STAL/CGTP-IN. Dali, José Leite Martins seguiu para Arganil, onde repetiu o protocolo e onde também ocorreu um protesto sindical.

A propósito destes casos, o STAL reafirmou que os membros do Governo não podem intrometer-se na celebração de acordos colectivos, salientando que neste sentido se pronunciaram vários tribunais administrativos. Uma sentença mais recente, relativa ao município do Crato, veio somar-se às que foram ditadas quanto a Nossa Senhora da Vila (uma freguesia de Montemor-o-Novo) e aos municípios de Alcácer do Sal, Arraiolos, Grândola e Mora.

Em todas foi condenada a participação do Governo em processos negociais, porque contraria o princípio da autonomia do Poder Local e desrespeita o direito à contratação colectiva. Foi também exigido que o Governo proceda ao depósito dos mais de 600 acordos ACEP assinados, para posterior publicação oficial.

O sindicato «lamenta e condena o comportamento cúmplice dos eleitos autárquicos» que se prestam a «vergonhosos actos de vassalagem» perante o Governo. Por fim, o STAL declara que vai manter a luta pelas 35 horas, sem «banco» de horas nem adaptabilidade.

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Sonae deve pagar mais

Depois da greve de dia 15 no hotel de cinco estrelas do Grupo Sonae no Porto, foram anunciadas novas paralisações na logística do Continente, na Maia. Em ambos os casos os trabalhadores exigem melhores salários.

Arrancar o mal pela raiz

Importa travar quanto antes a política de direita desenvolvida ao longo dos anos e agravada com o Governo PSD/CDS, apela a CGTP-IN, que contestou recentes declarações do primeiro-ministro sobre a redução da pobreza e das desigualdades.

CGTP-IN mantém o «alerta»

«A luta não vai de férias», «vamos continuar em “alerta geral”», garantiu ontem, ao fim da manhã, o Secretário-geral da CGTP-IN, perante milhares de dirigentes e delegados sindicais e outros trabalhadores, na...

Vitória na Praia da Rocha

Foi feito no dia 14 o último pagamento aos 16 antigos trabalhadores do Clube Praia da Rocha, no concelho de Portimão, que em Março encetaram uma dura e prolongada luta pelo pagamento de remunerações, indemnizações e outras verbas devidas pela empresa desde Novembro de...

Marcha dia 31 na SPdH

Os trabalhadores da SPdH (empresa de handling da TAP e do Grupo Urbanos) decidiram realizar no dia 31 de Julho, sexta-feira, uma jornada de luta por melhores salários, contra abusos na organização dos horários de trabalho, contra a proliferação da precariedade. Em greve, das 9...

Já ganham

A criação da marca «Transportes de Lisboa», tratada pelo Governo como se fosse uma empresa nova, não tem reflexos positivos na prestação de melhores transportes aos utentes nem nas condições de trabalho do pessoal da Carris, do Metro, da Transtejo e da...