Travar o rumo de declínio
O Centro de Interpretação da Cultura Local, em Sobrado de Paiva, acolheu no dia 22 um debate sobre o tema «Travar a desertificação! Soluções para o concelho e para o País!».
Agravamento da situação social no concelho
Na iniciativa, promovida pela CDU, foi apresentado um quadro extremamente negativo do concelho de Castelo de Paiva em todos os seus parâmetros: demográficos, económicos e sociais.
Manuel Rodrigues, da Comissão Concelhia do PCP, traçou os grandes objectivos do debate, enquanto contributo da CDU, não só para fazer o diagnóstico da grave situação local, mas para equacionar as medidas e soluções que a possam debelar.
Por seu lado, Joaquim Almeida, da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, aduziu toda uma série de dados estatísticos e factos recentes que comprovam a profunda crise e desestruturação social que grassam no concelho, fruto da contínua desindustrialização ali registada, a exemplo, aliás, do que se tem passado em todo o País, com o fecho de importantes empresas e sectores industriais, e que provocaram um dos mais altos níveis de desemprego do distrito de Aveiro, com a consequente proliferação de todos os fenómenos associados: pobreza, exclusão social, emigração e desertificação.
O dirigente comunista deu ainda a conhecer que o concelho paivense tem sido martirizado pelo encerramento ou desqualificação de diversos serviços nas áreas da Saúde, Finanças e Justiça, com sérios reflexos para o atendimento e a qualidade de vida das suas populações. São ainda conhecidas enormes carências e constrangimentos, não obstante todas as promessas, em matéria de transportes públicos e vias rodoviárias condignas.
Esclarecimento
Carla Cruz, deputada do PCP na Assembleia da República, destacou, na sua intervenção, a importância daquele debate, enquadrando-o numa acção mais vasta do PCP e da CDU por todo o território nacional, seja, por um lado, de esclarecimento sobre as causas e partidos responsáveis por este descalabro que nos tem governado – PS, PSD e CDS – mas também, por outro, como meio de mobilização e luta pela construção de uma verdadeira alternativa patriótica e de esquerda, que rompa de uma vez por todas com este ciclo vicioso e rumo de declínio e empobrecimento, e que terá, por certo, expressão massiva no dia 6 de Junho, em Lisboa, na Marcha Nacional «A força do povo».