nas urgências
O PS corrige o tiro?
É sabido que a situação caótica e de ruptura nas urgências não é de agora, nem o resultado de surtos de gripe ou de picos de calor.
Carla Cruz tratou de pôr os pontos nos is a este respeito na resposta que deu à deputada do PS Luísa Salgueiro. Esta, embora avaliando de forma muito crítica as opções do Governo PSD/CDS-PP, ignorou por completo os antecedentes desta política que inevitavelmente remetem para a acção anterior do governo do seu partido.
E por isso Carla Cruz teve de lembrar que estas políticas vêm de outros governos – é o caso da política de desvalorização social e profissional do pessoal de saúde,
ou da redução e corte dos seus direitos, por exemplo –, políticas essas que levaram inclusivamente muitos profissionais a abandonar precocemente o SNS.
Daí ter considerado que o importante é a ruptura com esta política, que entre outras malfeitorias levou ao fecho de serviços de proximidade, afirmando uma outra política que valorize profissionalmente os trabalhadores da saúde, respeite os seus direitos, reabra os centros de saúde que foram encerrados por este e pelo anterior governo, ponha fim à prestação de cuidados através de trabalho temporário.
Mas será que o PS acompanha estas medidas? Esta foi a grande dúvida deixada por Carla Cruz, baseada numa evidência: muitas destas medidas foram já objecto de propostas concretas do PCP e, na hora da verdade, o PS não as acompanhou, ou seja, não as votou favoravelmente, preferindo alinhar com o PSD e o CDS-PP.