nas urgências
Verdades que incomodam
Quem levou para contar deste debate foi também a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro, que enveredara pela diatribe anticomunista para camuflar a sua fuga às questões e problemas concretos levantados pela deputada comunista. Truculenta, disse que o «PCP não tem mais apreço pelo SNS do que o CDS-PP», antes de desfiar um rosário de dislates sobre a bancada comunista: que «cavalga na onda dos dramas humanos para fazer política», «não se actualiza», «lança o alarme», «repete a cassete», e, veja-se até, que profere «declarações que não têm sustentabilidade na realidade».
«A prova do vosso apreço pelo SNS está à vista na situação dramática com que os portugueses se confrontam quando têm de ir às urgências», respondeu à letra Carla Cruz, para quem a prova do apreço do CDS-PP está ainda, por exemplo, nas escalas das empresas de trabalho temporário que recrutam profissionais de saúde para assegurar as urgências hospitalares. E deu o exemplo do Hospital da Figueira da Foz onde na escala do passado domingo, 25, das 20 da noite às oito horas da manhã, o valor estipulado para pagar aos médicos era de 18 euros à hora.
Esta é a realidade nua e crua, «testemunhada não apenas pelo PCP mas por outras entidades como a presidente da associações dos administradores hospitalares, que já veio dizer que os profissionais de saúde estão exaustos», afirmou Carla Cruz, arrumando a questão.