Artes do espectáculo
O Sector Intelectual de Lisboa do PCP lançou um manifesto aos trabalhadores das artes do espectáculo onde se defende a unidade e a luta em prol dos direitos e da democracia cultural. Rejeitando a precariedade que marca profundamente os trabalhadores do sector e os cortes nos apoios concedidos pela Direcção-Geral das Artes, o manifesto propõe a assumpção de um «compromisso perene de defender o direito a uma verdadeira democracia cultural, baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural».
Os militantes comunistas do subsector das artes do espectáculo defendem, para concretizar os objectivos a que se propõem, a (re)criação do Ministério da Cultura, diminuição para o mínimo do IVA cobrado nos bilhetes dos espectáculos, pagamento integral dos valores em falta às estruturas apoiadas pela DGArtes, criação de condições que assegurem apoios a todas as estruturas de criação artística, estabelecimento de modelos de contratação justos e adequados à realidade laboral no sector, defesa da língua e da cultura portuguesas, luta por um verdadeiro serviço público de rádio e televisão ou a divulgação de obras e artistas por meios colocados ao dispor de projectos não valorizados pelo «mercado», entre outras medidas.