Protesto na Simarsul
Um grupo de trabalhadores da Simarsul (Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal) manifestou-se junto à sede da empresa, em Setúbal, ao fim da manhã de quarta-feira, dia 10, para exigir resposta às reivindicações apresentadas, particularmente no que se refere a aumentos salariais e criação do subsídio de risco, e para contestar a proposta do Governo de fusão dos sistemas de saneamento e de águas.
Em matéria de salários, os trabalhadores exigem a reposição dos cortes impostos pelo Governo e uma actualização das remunerações, pois «não somos aumentados desde 2009», como um dos manifestantes disse à agência Lusa. Nuno Ferreira explicou que é também reclamada a atribuição de subsídio de risco aos trabalhadores que se deslocam a infra-estruturas como as estações de tratamento de águas residuais. É também defendido um reforço do quadro, porque os seus cerca de 100 trabalhadores não são suficientes.
A anunciada reestruturação do sector e a fusão com os serviços das águas, alertam os trabalhadores, representa o início de um processo que vai culminar com a privatização.
Associando-se a esta luta, a União dos Sindicatos de Setúbal emitiu um comunicado em que avisa que a fusão dos sistemas de águas e saneamento, recentemente proposta pelo Governo, visa criar condições para uma futura privatização da água e do saneamento. A estrutura distrital da CGTP-IN reafirma que se trata de um sector «estratégico e fundamental para a vida das pessoas e de todos os cidadãos, que deve ser mantido na esfera pública e não em negócios que visam prejudicar as populações, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista do seu fornecimento».