Avante com Abril
Sob o lema «Reforçar o PCP, derrotar a política de direita – Avante com Abril», reuniu, no sábado, 25, nos Bombeiros Voluntários de Algueirão Mem Martins, a VIII Assembleia da Organização Concelhia de Sintra do PCP. Mais de uma centena de delegados participaram nos trabalhos, durante os quais foi votada a nova Comissão Concelhia, organismo que reflecte um esforço de rejuvenescimento que foi, também por isso, aprovado unanimemente.
Acolhidos sem qualquer voto contra foram, igualmente, os documentos colocados à discussão, entre os quais uma resolução sobre a campanha de recrutamento em curso e as moções «Defender os Serviços Públicos e as Funções Sociais do Estado» e sobre importância determinante da luta dos trabalhadores e das populações «para a demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas, para derrotar a política de direita e afirmar a política patriótica e de esquerda que o PCP propõe».
O projecto de Resolução, para além de proceder à análise da situação política, económica e social nacional e as suas consequências e especificidades locais, traduz o balanço da intervenção do PCP, da sua influência eleitoral e nas movimentações de massas e acções reivindicativas. No texto, projectam-se também as linhas que vão orientar o trabalho nos próximos anos, com destaque para o reforço do Partido e a elevação da militância, o enraizamento entre os trabalhadores nas empresas e locais de trabalho, mas também entre as camadas sociais e sectores fundamentais para o alargamento da frente social e de luta.
O documento, onde se traça objectivos concretos, com especial atenção para a independência financeira do PCP, o recrutamento e responsabilização de quadros, e a estruturação do trabalho, suscitou um vivo debate, com 18 intervenções sobre vários aspectos da vida e organização do Partido no concelho, do total das 31 efectuadas durante a Assembleia.
Fazer a diferença
Armindo Miranda, da Comissão Política do Comité Central do PCP, encerrou os trabalhos da VIII AOC de Sintra lembrando que «o ADN» do nosso partido está «nas fábricas», isto para sublinhar a «prioridade de intervenção junto da classe operária e dos trabalhadores» e para realçar que essa «é uma tarefa de todo o colectivo partidário».
Depois de salientar a complementariedade entre o trabalho institucional e o trabalho de massas, com prevalência para o segundo, Armindo Miranda lembrou que hoje «a fome senta-se à mesa de milhares de famílias», situação que o Orçamento do Estado para 2015 prossegue e agrava, pelo que o combate do PCP continua a ser pela afirmação da necessária política alternativa inspirada nos valores de Abril e de um governo que a concretize, para o qual não conta apenas o PCP, mas que sem o PCP não será nunca verdadeiramente de ruptura com a política de direita.