Governo prossegue política de destruição em Niza

Escolas não podem fechar

Entre as 311 escolas do ensino básico que o Governo quer fechar, no âmbito da «reorganização da Rede Escolar», estão as de Alpalhão e Tolosa, no concelho de Niza.

 

Despovoamento vai continuar a aumentar

A CDU manifestou o seu «total repúdio» face à intenção expressa pelo Ministério da Educação e Ciência de encerrar as escolas de Alpalhão e Tolosa e, desta forma, obrigar os alunos a deslocar-se para outras fora da localidade de residência das suas famílias.

«O encerramento de escolas insere-se na continuidade de uma política de destruição dos serviços de proximidade que o Governo vem concretizando à revelia da vontade das populações e descurando os objectivos de desenvolvimento social e económico das regiões e do País», acusam, em nota de imprensa, os eleitos do PCP no concelho de Niza, onde o ataque aos serviços públicos se traduziu já no «fecho de postos da GNR e estações de correios, no encerramento de postos médicos e redução dos horários do Centro de Saúde, no fim da Comarca e desqualificação do Tribunal Judicial, na ameaça de encerramento da Repartição de Finanças».

No documento dá-se ainda a conhecer que as escolas de Alpalhão e Tolosa são frequentadas por mais de 21 alunos, enquadrando-se nos critérios definidos pela resolução n.º 44/2010, aprovada em Conselho de Ministros, para não fecharem.

«Obrigar as crianças destas freguesias a deslocar-se diariamente, saindo mais cedo de casa e chegando mais tarde, é um factor que poderá comprometer negativamente o seu percurso escolar», criticam os comunistas, acrescentando: «O afastamento do estabelecimento de ensino conduzirá, inevitavelmente, à destruição do processo de vinculação, sedimentado ao longo do tempo, entre as estruturas familiares de apoio/comunidade e a escola» e «o impacto social e económico que este escerramento de escolas terá nas famílias e nas freguesias será extremamente penalizador, na medida em que contribuirá para acelerar o processo de despovoamento no nosso concelho».


Doze em Portalegre 

No distrito de Portalegre prevê-se o encerramento de 12 escolas do primeiro ciclo. Em comunicado, a Direcção Regional de Portalegre do PCP reafirmou sua oposição ao encerramento de mais serviços públicos na região e apela à participação de toda a população na jornada de luta marcada pela CGTP-IN para hoje, 10, em Lisboa.

«O anterior governo (do PS) e o actual, do PSD/CDS, de Passos Coelho e Paulo Portas, têm seguido uma política desastrosa e de subserviência aos interesses do capital internacional, através das ordens da troika, que a não ser alterada radicalmente irá levar Portugal ao abismo e a grande maioria dos portugueses à pobreza», salienta o Partido, que defende, em oposição, a «adopção de medidas que tenham em conta os interesses das populações, corrigindo as assimetrias regionais e promovendo as potencialidades endógenas das regiões». «É ao Estado que cabe fazer investimento público, o qual seria determinante no combate à pobreza e à exclusão social, garantindo o acesso das populações a um conjunto de serviços básicos que a Constituição da República consagra», acrescenta o PCP.



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