Jerónimo de Sousa no debate
sobre o Conselho Europeu

Nas costa do povo

Tal como cá, também o Conselho Europeu e a Comissão Europeia fazem a apologia de que «o pior já passou». Tudo não passa porém de uma «gigantesca campanha de mistificação», agora que as eleições estão aí, considerou Jerónimo de Sousa. Por trás da propaganda o que está verdadeiramente é o «aumento da exploração, a canalização de recursos públicos para a banca, a concentração e centralização de capital, a garantia de lucros fabulosos aos monopólios e às transnacionais à custa dos salários e dos direitos dos trabalhadores», condenou.

Essas são as linhas que o Secretário-geral do PCP encontrou no projecto de conclusões do Conselho Europeu da passada semana, cujo conteúdo esteve em debate na AR na mesma sessão plenária em que se realizou o debate quinzenal.

Pegando no caso irlandês e no que toca à sua «cantada saída», denunciou estarem na forja «restrições de soberania económica e orçamental», com o prosseguir da destruição de direitos sociais e laborais, concluindo que lá como cá não há saídas limpas, «só as políticas da troika por outros meios».

Jerónimo de Sousa, analisando o orçamento da UE, considerou, por outro lado, que há o intuito de «subjugar o investimento na ciência ao serviço do mercado, particularmente das grandes multinacionais», estando em marcha, noutro plano ainda, o que apelidou de monumental operação de concentração do sector bancário.

«Paulatinamente, os povos vão sendo privados de instrumentos fundamentais para a determinação do seu futuro, sem que sejam chamados a pronunciar-se», concluiu, não escondendo a sua preocupação com o rumo de «confronto desta UE com a democracia, em conflito com os interesses e aspirações dos povos».

 



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