gravidade da situação económica e social
Erosão das condições de vida
Nada como a vida concreta das pessoas para desmentir de modo inequívoco a propaganda governamental de que o «País está muito melhor». Dessa realidade quotidiana que atinge as classes trabalhadoras e aqueles que vivem hoje da sua parca reforma ou pensão falou Bruno Dias. Por si destacado, em particular, foi o facto de desde 2011
terem aumentado por cinco vezes os preços dos transportes, aumento esse que vai já em 26 por cento neste período de três anos, sem contar com o efeito da extinção dos passes para estudantes 14_18 e sub_23 ou dos passes para reformados.
As tarifas da electricidade, por seu lado, sofreram pelo sétimo ano consecutivo aumentos acima da inflação, sendo que para muitas famílias e pequenas empresas os aumentos não se confinaram aos 2,9 por cento anunciados mas sim a oito e a nove por cento ou mais.
Já no que se refere à relação com os bancos o que se verifica é que as pessoas e as pequenas empresas continuam a ser esmagadas, assinalou Bruno Dias, referindo que a comissão média para uma conta de 250 euros terá aumentado mais de 40 por cento em seis anos, isto ao mesmo tempo que continua a verificar-se uma quebra contínua do financiamento às PME.
Assim, para os banqueiros e os patrões da grande distribuição, o «País está certamente muito melhor», não havendo razões de queixa, como não há, acrescentou Bruno Dias, para quem enriquece na bolsa de valores, onde as acções dos CTT privatizados em Dezembro já «valorizaram» mais de 31 por cento, e onde os lucros aumentaram 70 por cento, para 61 milhões de euros, 60 dos quais são distribuídos em dividendos.