Fuga e ilusões
Interpelando José Matos Rosa, que abordara em declaração política a recente reunião magna do PSD – foi «um grande Congresso e dele saímos mais fortes, mais unidos, mais mobilizados», disse o deputado laranja –, João Oliveira admitiu ter aquele feito jus ao que se passara no Coliseu dos Recreios: «criar ilusões e fugir às responsabilidades», na linha do que a maioria e o Governo têm feito nos últimos meses.
Um «esforço hercúleo» para ignorar toda a responsabilidade do PSD pelo agravar da situação do País que foi acompanhado, em simultâneo, de um não menor esforço para lograr convencer da veracidade de fantasias como a de que o «País está melhor, a vida das pessoas é que não está».
«Há-de explicar esse conceito de economia em que esta, afinal, não está ao serviço das pessoas», instou João Oliveira.
Já sobre as perspectivas de futuro, o que saiu do Congresso do PSD é deveras preocupante, segundo João Oliveira, pois, precisou, «não houve uma palavra» para questões essenciais como a «devolução dos salários e das pensões, do emprego destruído, do subsídio de desemprego aos desempregados, dos transportes e das consultas aos doentes, das freguesias às populações, das bolsas de acção social aos estudantes que deixam de estudar por não terem recursos económicos».
«Parece que a única coisa que têm para devolver ao País é Miguel Relvas, recuperando um dos principais protagonistas deste Governo de má memória – e não por questões académicas mas pelo compromisso e papel destacado que assumiu nesta política que arruína o País, rouba os trabalhadores e o povo e hipoteca o futuro», rematou o presidente da formação comunista.