Negócio ruinoso para o País

Não privatizem o lixo

O STAL lançou anteontem, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma campanha nacional em defesa do sector público de resíduos e contra a privatização da EGF.

Estamos mais uma vez perante uma opção ideológica

Com esta iniciativa, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) pretende alertar para as «consequências desastrosas» que a entrega da recolha, tratamento e valorização de resíduos à iniciativa privada terá para os trabalhadores, populações e País.

«A Empresa Geral do Fomento (EGF) tem uma posição dominante ao nível do tratamento e valorização, controlando 11 empresas, em parceria com os municípios, em que laboram mais de dois mil trabalhadores, cujos serviços cobrem 63 por cento da população», informa o sindicato, adiantando que este é um «grupo rentável, que movimenta anualmente cerca de 170 milhões de euros, possuindo um valioso património, com tecnologia avançada, avaliado em mais de mil milhões de euros, que foi constituído nas últimas duas décadas à custa de avultados investimentos públicos».

Agora, o Governo pretende alienar este património por 200 milhões de euros, ou seja, uma pequena parcela do seu valor.

Para travar este negócio ruinoso para o País, nefasto para os trabalhadores e populações, o STAL está a promover uma petição dirigida à Assembleia da República, para além da edição de vários materiais de esclarecimento e mobilização da população em defesa destes serviços públicos essenciais.

A petição solicita ao órgão legislativo que tome medidas para a manutenção da EGF na esfera pública e para a defesa dos serviços municipais, dos postos de trabalho, dos salários, dos direitos e da melhoria das condições de trabalho, contribuindo para a valorização social dos trabalhadores do sector.

Na âmbito da campanha, será privilegiado o contacto com as populações e os trabalhadores do sector, pretendendo o STAL aprovar, em plenários nos locais de trabalho, moções a enviar às autarquias. Vai ainda endereçar uma carta aos eleitos autárquicos e promover uma iniciativa pública de debate, que poderá incluir a participação de organizações e convidados estrangeiros, sobre a privatização dos resíduos.




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