Do Governo não vêm respostas

Solução para a destruição

Nos sectores representados pela Feviccom há uma grande destruição, mas não se vê medidas alternativas do Governo, que esbarra no pacto de agressão.

Não podemos estar sujeitos a este espartilho

A observação foi feita aos jornalistas pela coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom/CGTP-IN), depois da reunião que uma delegação teve na sexta-feira com o ministro da Economia. Fátima Messias, citada pela agência Lusa, alertou para a situação dramática no sector da construção civil, onde centenas de milhares de trabalhadores perderam o emprego, ficando muitos deles numa emigração forçada. A situação na construção civil tem um efeito devastador em todos os outros, salientou a dirigente.

Na reunião com Pires de Lima, que se prolongou por mais de três horas, foi tratada a situação dos sectores representados pelos sindicatos da Feviccom. Reconhecida «uma grande destruição de postos de trabalho e uma grande perda para a economia nacional», Fátima Messias disse que «não encontramos, neste momento, medidas alternativas, da parte do Governo, para alterar este estado de coisas».

A delegação sindical reafirmou «a necessidade imperiosa de se defender a produção nacional, não só como um garante de redução de importações, mas também para desenvolvimento do País e para redução do défice». Mas «esbarramos numa questão de fundo»: o memorando da «troika» e os compromissos que limitam o Governo. Aqui reside «o grande obstáculo para encontrar soluções», salientou Fátima Messias, que faz parte da Comissão Executiva da CGTP-IN. Defendeu que «não podemos estar sujeitos a este espartilho», porque o desemprego é cada vez maior, encerram inúmeras fábricas e o País está cada vez mais pobre.

Foi também recebida pelo ministro, nesse dia, uma delegação da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. José Manuel Oliveira comentou que «saímos satisfeitos», pois «tivemos a oportunidade de apresentar um conjunto de problemas», o que até então não fora possível, junto do principal responsável do Ministério. «Cremos que fomos ouvidos nalgumas matérias, falta-nos agora saber se há vontade política para as resolver», disse o coordenador da Fectrans e dirigente da CGTP-IN.

As reuniões de Pires de Lima com as organizações sindicais foram marcadas após o protesto simbólico de 26 de Novembro, quando dirigentes de federações e sindicatos e outros trabalhadores decidiram permanecer no átrio e à entrada do Ministério durante algumas horas.




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