Protesto na Justiça
Algumas dezenas de dirigentes e delegados da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais ocuparam, sexta-feira à tarde, o átrio do Ministério da Justiça, no Terreiro do Paço, esperando que o protesto «contribua para o desbloqueamento da manifesta falta de diálogo evidenciada pela ministra».
Há «mais de um ano» foi pedida uma reunião a Paula Teixeira da Cruz, mas a sua concretização tem sido «por esta sucessivamente adiada», explicou a FNSTFPS/CGTP-IN, numa nota que divulgou à comunicação social.
A exigência de cumprimento do direito à negociação colectiva, «sistematicamente violado» neste Ministério, motivou já a apresentação de queixas, por parte da federação, ao Provedor de Justiça e à Organização Internacional do Trabalho.
A ministra «não responde aos sucessivos pedidos de reunião» e «afasta esta federação da negociação que faz com outras organizações sindicais, sobre matérias laborais relativas aos trabalhadores dos serviços e organismos do Ministério da Justiça, como aconteceu nos últimos dois anos, com as remunerações acessórias dos trabalhadores dos registos e notariado».
A federação também não teve ainda resposta da ministra a um caderno reivindicativo dos trabalhadores do sector, que trata questões graves, como a falta de pessoal, a ausência de condições de trabalho, uma formação profissional deficiente, a desregulamentação de carreiras profissionais.