Professores na «grande luta»
«Além de todas as lutas e iniciativas em torno de aspectos concretos que exigem a intervenção sindical e que são fundamentais – questões relacionadas com o desemprego e a precariedade, com o exercício da profissão em todos os graus e níveis de ensino, com os concursos para colocação de docentes, com a aposentação... – os investigadores e docentes portugueses devem envolver-se, em convergência com todos os sectores da sociedade portuguesa, na grande luta pela demissão do actual Governo e pela criação de condições para uma mudança profunda de políticas», declarou o Conselho Nacional da Fenprof, no dia 12.
Na resolução divulgada após esta reunião, a federação «apela a uma grande mobilização dos professores e dos investigadores para as marchas por Abril, contra a exploração e o empobrecimento, convocadas pela CGTP-IN, para 19 de Outubro».
5 de Outubro
No dia 5 de Outubro, sem deixar de expressar o protesto contra o roubo do feriado da República, a Fenprof assinalou o Dia Mundial dos Professores, com uma sessão na Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, insistindo na necessidade de mudar a política, para defender a escola pública e o contributo desta para o desenvolvimento do País, noutro rumo, com outro MEC e outro Governo.
Esteve patente a exposição que percorreu o País, durante a «Caravana pela Escola Pública», e foi exibido um filme sobre esta iniciativa. Na sessão intervieram Ana Maria Bettencourt, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, Michelle Domingos, professora actualmente desempregada, e Mário Nogueira, Secretário-geral da Fenprof.
No decorrer desta iniciativa, a Fenprof e a Secre atribuíram a Ana Cristina Silva, autora da obra «O Rei do Monte Brasil», o Prémio de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues – prémio entregue no dia 12.