Dia Internacional da Mulher
Amanhã, Dia Internacional da Mulher, o Parlamento debate três projectos do PCP para pôr fim à política que está a rasgar valores e direitos conquistados pelas mulheres com o 25 de Abril.
As propostas comunistas visam combater as «discriminações salariais, directas e indirectas», a «pobreza e o empobrecimento das mulheres» e «defender a valorização efectiva dos direitos das mulheres no mundo do trabalho».
Simultaneamente, neste 8 de Março, um pouco por todo o País, os comunistas vão distribuir um documento onde afirmam a necessidade de acabar com «o desemprego e a exploração laboral» e «o empobrecimento das famílias».
Política
alternativa
Porque este é «um dia para assinalar as razões da luta de todos os dias», também a CGTP-IN vai distribuir, nos locais de trabalho e na rua, uma tarjeta onde se exige «uma política alternativa que respeite e cumpra a Constituição da República Portuguesa».
Durante este dia, estão ainda previstos jantares-convívio, momentos culturais, mesas redondas, acções de rua, plenários, recolha de assinaturas, distribuição de postais, concursos de escrita de histórias, debates e distribuição de cravos, promovidos pelas uniões de sindicatos de Aveiro, Beja, Braga, Évora, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Madeira, Porto e Setúbal, assim como pela FESAHT, FIEQUIMETAL, Sindicato da Função Pública do Sul, STAD, SPGL, SPRC, SFPN, Sindicato Trabalhadores Indústria Hoteleira, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e SINTAF.
Caminhos
da desigualdade
Por seu lado, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) – Núcleo de Viseu promove, hoje, às 21 horas, no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a tertúlia «Se eu não fosse mulher... caminhos da desigualdade, identidade e diferença».
Em Évora, no dia 8, o MDM vai distribuir, durante a manhã, flores em vários locais da cidade e realizar um almoço nos Bombeiros Voluntários. À tarde, na Praça do Giraldo, serão recolhidos testemunhos de mulheres, que serão depois enviados ao primeiro-ministro. No final, por volta das 18 horas, conjuntamente com a União de Sindicatos de Évora, será cantada a «Grândola, Vila Morena» e lançados balões com palavras de protesto. Iniciativas semelhantes terão lugar, de 7 a 9 de Março, em Sesimbra, Seixal, Beja, Faro e Montemor-o-Novo. Amanhã, na RTP1, antes do Telejornal, é emitido o Tempo de Antena do MDM.
Ontem, a Confederação Portuguesa de Quadros Técnicos e Científicos promoveu uma conferência sob o lema: «Quadros técnicos e científicos no feminino – Conquistas e paradoxos». Esta iniciativa contou com a intervenção de Regina Marques, professora na Escola Superior de Educação de Setúbal e do Secretariado Executivo do Movimento Democrático de Mulheres.
«Grito de revolta»
Amanhã, em Lisboa, o MDM vai estar, a partir das 11 horas, junto ao Centro Comercial do Chiado, distribuindo o seu comunicado e flores. A iniciativa conta ainda com depoimentos de mulheres e momentos musicais.
Às 13 horas, os homens e mulheres da União de Sindicatos de Lisboa juntar-se-ão ao MDM, estando prevista, às 14 horas, para além do lançamento de balões com palavras de protesto, a intervenção de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN. Dali, seguirão, num grande desfile, para São Bento, num «grito de revolta das mulheres», onde haverá uma acção simbólica de rasgar com a actual política do Governo.
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) também se associa a estas comemorações realizando, em parceria com a Biblioteca-Museu República e Resistência, uma homenagem à resistente antifascista Maria Isabel Aboim Inglez, no âmbito do ciclo «Rostos da Resistência». A sessão terá lugar, amanhã, às 18 horas, no Espaço Grandella da BMRR (Estrada de Benfica, 419), e contará com a intervenção de Margarida Tengarinha e Margarida Coelho de Aboim Inglez.