CDU é alternativa em Coimbra

«A população conhece-nos»

No dia 26, a Casa Municipal da Cultura de Coimbra acolheu a apresentação – feita por Fernando Martinho, médico e eleito na Assembleia Municipal – dos primeiros candidatos da CDU aos órgãos municipais.

Na sessão, Manuel Pires da Rocha, cabeça de lista à Assembleia Municipal, referiu que a CDU não enjeita «nenhuma atribuição de responsabilidade em que possamos trabalhar pelos objectivos que constituem o nosso programa de acção e, logo, compromisso assumido perante os nossos cidadãos. Sem desvios».

«É com esta disposição que encaramos cada luta que travamos. Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal e no Executivo municipal fazem exactamente aquilo com que se comprometeram perante os eleitores que os elegeram – trabalham para que Coimbra seja um lugar de bom-viver. Às vezes conduzindo políticas, outras vezes opondo-se às políticas adoptadas, propondo sempre alternativas naquele que é o traço distintivo da CDU no desempenho de cargos públicos, e que se resume à sigla “trabalho, honestidade, competência”», salientou.

De igual forma, Francisco Queirós, cabeça de lista à Câmara Municipal, afirmou que a CDU é a alternativa e concorre para governar o concelho. «A CDU tem provas dadas e presta contas à população. PSD, CDS e PS no governo do País, ou com as principais responsabilidades sobre o destino do concelho de Coimbra, já demonstraram que não são fautores ou dinamizadores de desenvolvimento», sublinhou o candidato, lembrando que «a centralização do poder nos presidentes, leis de financiamento e, mais recentemente, leis de extinção de freguesias, de compromissos e outras, têm sido de facto um compromisso com um objectivo maior que perseguem – o de destruir o Poder Local democrático».

Possibilidade de mudar

Francisco Queirós disse ainda que, no essencial, não há «diferenças» entre a gestão PS e a do PSD/CDS. «À falta de rumo e ao multiplicar de oportunidades perdidas», a CDU «contrapôs a defesa de serviços públicos», «bateu-se contra os aumentos das tarifas de água e saneamento», «esteve na primeira linha, nos órgãos próprios e nos locais de trabalho, nas ruas, praças e colectividades, junto das populações no combate pelo Serviço Nacional de Saúde, na defesa da saúde pública e de qualidade», enumerou o candidato à presidência da Câmara Municipal, sem esquecer a «exigência da construção de um novo hospital pediátrico» ou a oposição ao «encerramento de centros de saúde, de serviços de urgência nos Covões, das maternidades, do hospital militar ou da ortopedia pediátrica».

A CDU, acrescentou Francisco Queirós, esteve também na «linha da frente» contra o encerramento de escolas, a constituição de mega-agrupamentos, pela qualidade das refeições escolares, na defesa dos trabalhadores da autarquia, contra o encerramento de empresas e de serviços essenciais, como a Delegação da Agência Lusa.

De igual forma, os eleitos e activistas da CDU lutaram contra o prolongamento de horários das grandes superfícies, e defenderam o comércio tradicional e as micro, pequenas e médias empresas, a liberdade de informação, batendo-se pela presença dos jornalistas nas sessões de Câmara, a cultura e o apoio aos agentes culturais do concelho.

A CDU alertou ainda para o enorme número de edifícios públicos devolutos, tendo exigido a sua utilização ao serviço da cidade, bateu-se pela concretização de direitos fundamentais, defendendo o direito à habitação e contestando a Lei do Arrendamento, os aumentos brutais do IMI e a trágica situação de ausência de habitação com o aumento de procura de um tecto a atingir novos e mais vastos sectores da população.

«A população de Coimbra conhece-nos. Viu-nos em todas as lutas, nos pequenos lugares, nas 31 freguesias, nos bairros e ruas, na cidade, dando rosto às propostas para o desenvolvimento do concelho, lutando por uma vida melhor. Está nas mãos dos cidadãos de Coimbra a possibilidade de mudar o destino da cidade e do concelho», afirmou Francisco Queirós.



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