Tudo está pior

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Entre as múltiplas razões para a censura ao Governo está o facto de este tudo fazer para enganar as pessoas e o País, segundo o deputado comunista João Oliveira, que lembrou que PSD e CDS-PP apresentaram-se aos portugueses dizendo que não era possível aguentar mais sacrifícios, quando é certo que no último ano não fizeram outra coisa senão impor mais sacrifícios aos mesmos do costume.

«Invocaram a aplicação do acordo com a troika para reduzir o endividamento, reduzir o défice e reduzir o desemprego, alegando que tudo isso hipotecava o futuro das novas gerações. Ao fim de um ano a dívida é maior, o défice não pára de crescer e o desemprego bate recordes e sempre com previsões de agravamento», lembrou o parlamentar do PCP.

Por si citada foi ainda uma frase que ilustra bem as incongruências de responsáveis do actual Governo como é o caso do titular da pasta da Defesa e ministro de Estado Paulo Portas. «No orçamento já constam seis mil e trezentos milhões de euros só para pagar a dívida do Estado, o que corresponde a dois terços do IRS que é pago em Portugal, ou seja as pessoas estão a trabalhar para pagar os juros da dívida ao estrangeiro», dizia aquele em 2011.

O drama, assinalou João Oliveira, é que um ano depois a dívida já não é de 151 mil milhões de euros mas de 198 mil milhões de euros; os juros da dívida já não são 6300 mas de 7523 milhões de euros; e já não corresponde a dois terços do IRS mas a três quartos do IRS pago por todos os portugueses.

 

 



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