Troca tintas

As opções e a prática governativa do PSD desmentem tudo o que este antes afirmou na oposição. Na sequência da intervenção do deputado Guilherme Silva (PSD), que se limitou a atacar as moções de censura passando ao lado dos problemas do País, bem como dos impostos que esmifram os portugueses, o deputado comunista Paulo Sá deu exemplos dessa duplicidade do partido de Passos Coelho com a qual enganou muitos eleitores.

«Na oposição, o PSD organizava vigílias, no dia da Mãe, contra a intenção do PS de encerrar maternidades. No Governo, o PSD quer encerrar a Maternidade Alfredo da Costa», lembrou Paulo Sá, prosseguindo: «na oposição, o PSD andava com cordas ao pescoço, protestando contra o corte nas bolsas no ensino superior. No Governo, tornam a colocar cordas ao pescoço, só que agora é no pescoço dos estudantes».

Os protestos contra o encerramento de escolas, a constituição de mega-agrupamentos, os despedimentos de professores são igualmente acções no passado recente do PSD que este não quer ver recordadas agora que no Governo «leva ainda mais longe o ataque à Escola Pública», como assinalou o parlamentar do PCP, que fez notar terem igualmente sido esquecidas as propostas sobre «programas de apoio às micro, pequenas e médias empresas», tal como hoje são ignoradas as preocupações antes expressas por aquele partido pela «destruição de postos de trabalho e a restrição no acesso aos apoios sociais, particularmente aos desempregados».

Agora, acusou, o Governo «aplica uma política de destruição em massa de postos de trabalho e retira apoios sociais, particularmente aos desempregados».

 

 



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