Equador

Norte-americanos instigaram derrube de Rafael Correa

Documentos divulgados pelo Wikileaks revelam que os EUA se envolveram com o banqueiro Guillermo Lasso num plano para derrubar o recém eleito presidente do Equador, Rafael Correa. Os acontecimentos confirmados em relatórios da responsabilidade da antiga embaixadora norte-americana no país, Linda Jewell, datados do início de 2007, indicam que Lasso, antigo assessor do presidente equatoriano Lucio Gutierrez, procurou ainda o apoio de Jaime Nebot e Álvaro Noboa.

Este último confirmou nas últimas semanas a sua candidatura às próximas eleições presidenciais, previstas para 2013.

«O sector privado equatoriano, geralmente rebelde, começou a desenvolver o que poderia converter-se numa resposta às ameaças que a administração Correa representa. O foco principal da comunidade empresarial é desafiar a administração de Correa em princípios fundamentais», explica Linda Jewwll no texto entretanto divulgado pelo jornal El Telegrapho.

«Nebot é o mais inteligente dos três, mas optou por exercer o seu papel defendendo os interesses locais de Guayaquil [cidade equatoriana]», escreve ainda a diplomata.

O relatório oficial relata igualmente os preparativos de uma campanha mediática cujo objectivo era colocar Rafael Correa como alvo de pressão por parte do governo da Venezuela. Para isso estariam já a ser preparadas diversas peças radiofónicas compostas por «uma voz venezuelana que discute sobre a situação na Venezuela, e uma outra equatoriana que responde que não gostaria de seguir o mesmo caminho no Equador», segundo a missiva publicada pelo Wikileaks.



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