Pela paz no Médio Oriente
Um grupo de organizações promove, na próxima terça-feira, dia 13, uma acção de rua em Lisboa contra a escalada de guerra no Médio Oriente, designadamente na Síria e no Irão.
Em causa está a ambição de controlo de recursos por parte dos EUA
A concentração está marcada para as 18 horas no Largo Camões e será antecedida de uma arruada, com partida dos Armazéns do Chiado, na Rua Garrett. Os promotores da acção rejeitam «qualquer intervenção militar contra a Síria e o Irão»; condenam as acções estrangeiras para desestabilizar estes países; exigem o fim das sanções, que vitimam em primeiro lugar as populações civis; apelam ao diálogo, à negociação e à diplomacia para a resolução pacífica dos conflitos, «no espírito e respeito pela Carta das Nações Unidas».
No texto que sustenta a marcação da concentração, acusa-se os EUA e a União Europeia, os «maiores produtores e exportadores de armas do mundo», de estarem a promover a «escalada de conflito e de ingerência e agressão à Síria e constantes ameaças de intervenção militar contra o Irão». Os promotores da iniciativa consideram hipócrita a suposta preocupação com os direitos humanos, uma vez que eles próprios «espalharam a morte e a destruição» e são responsáveis por «sistemáticas e brutais violações desses direitos na Palestina, no Afeganistão, no Iraque ou na Líbia».
Assim, destaca-se no texto, «o que está verdadeiramente em causa é a ambição de controlo total das matérias-primas do Médio Oriente pelas grandes potências, sobretudo das importantes riquezas em hidrocarbonetos, e a destruição de qualquer país que soberanamente se oponha a essa intenção». Uma intervenção militar contra a Síria e o Irão, acrescenta-se, «afectaria os povos de todo o mundo e teria consequências graves para todo o Médio Oriente, devido à escalada de violência que geraria e ao aumento dos preços dos combustíveis que se seguiria». Assim, «depois do Iraque, do Afeganistão e da Líbia, tudo deve ser feito para evitar uma nova guerra».
Entre as organizações promotoras da concentração do próximo dia 13 em Lisboa conta-se o CPPC, a CGTP-IN e várias estruturas do movimento sindical unitário, o MDM, a URAP, a JCP, a Ecolojovem – Os Verdes, entre muitas outras.
No Porto, no dia 15, às 17h30, terá lugar uma acção pública de esclarecimento promovida por diversas organizações na Praça da Liberdade, junto ao monumento ao ardina, próximo da Igreja dos Congregados.