Conferência internacional debateu a crise
Foi forte a representação solidária de organizações sindicais mundiais, europeias, e nacionais na conferência que a CGTP-IN promoveu na véspera do Congresso, sob o lema «A crise internacional, impactos no emprego e nos direitos laborais e sociais, Resposta sindical». Ali estiveram mais de 110 dirigentes de 79 centrais sindicais provenientes de 48 países.
Moderou os trabalhos Graciete Cruz, da Executiva da central. Estiveram também, na mesa da conferência, outros dirigentes e o professor Jorge Leite.
Das delegações internacionais, a CGTP-IN destacou a presença da Secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, Bernardette Segól, das duas centrais sindicais mundiais, a Confederação Sindical Internacional, representada pelo Secretário-geral adjunto, Jaap Winnen, e a Federação Sindical Mundial que enviou a Lisboa o seu Secretário-geral Adjunto, Valentin Pacho. Esteve também na conferência o Secretário-geral da Confederação Internacional dos Sindicatos Árabes, Rajab Maatouk, e o presidente do Grupo de Trabalhadores do Conselho Económico e Social da União Europeia, Georges Dassis.
Foi comum a afirmação de que é de extrema importância que se desenvolvam acções conjuntas contra o brutal ataque aos direitos dos trabalhadores e dos povos e à soberania de cada país.
As intervenções dos representantes sindicais da Grécia, Palestina, Cuba, Saara Ocidental, Venezuela e do Brasil receberam calorosos aplausos dos conferencistas. No início dos trabalhos, Manuel Carvalho da Silva apresentou dados para explicar o contexto da crise capitalista e a necessidade de reforçar os sindicatos.
Outra intervenção central foi proferida pelo professor Jorge Leite, sobre as alterações à legislação laboral. Carlos Trindade abordou a problemática da imigração e Graciete Cruz falou da desigualdade entre homens e mulheres no mundo laboral.